Depois de várias atividades decorridas no âmbito da programação «Abril, dias de música e Liberdade», que juntou públicos de todas as idades nos «Jogos da Liberdade» a 2 de abril e que com o «Palco aberto» de 7 de abril, acolheu a emissão ao vivo da RUAfm e uma noite dedicada às artes de palco, a Associação Recreativa e Cultural dos Músicos (ARCM) preparou no passado dia 14 de abril um serão sobre o espaço que desde há dois anos acolhe a sua sede – a antiga Fábrica da Cerveja.
Os participantes desta atividade foram presenteados com uma visita guiada às instalações, que percorreu as três salas de espetáculo – Sala do Poço, do Caracol e do Morcego – onde foi feita uma introdução sobre a história do espaço desde a antiguidade árabe, passando pelo castelo do período medieval e as várias funções que este espaço foi desempenhando até à construção da Fábrica da Cerveja no Séc.XX.
A visita incluiu naturalmente o contacto com a realidade mais recente daquele espaço, onde os elementos identificativos das antigas funções como «a muralha do castelo», a «Porta do Socorro» ou o «poço do quartel» convivem com a nova decoração, os camarins, as salas de ensaio ou o estúdio de gravação. Vários foram as bandas residentes que fizeram questão em abrir as suas salas de ensaio aos visitantes, dando a conhecer as condições que nestes dois anos têm vindo a ser criadas para acolher o trabalho de dezenas de agrupamentos artísticos.
Logo de seguida teve lugar a sessão «Músicos na Fábrica, somar cultura à Vila Adentro» para a qual foram convidados: Dália Paulo, autora de estudo sobre a utilização do espaço da «Fábrica da Cerveja» para fins culturais; Nuno Pereira, Dirigente Associativo do LAC, associação que ocupa as instalações da antiga cadeia de Lagos; Teresa Valente, Arquitecta e responsável pela disciplina de Metodologias de Intervenção em Património Construído do Curso de Património Cultural e Arqueologia da FCHS/UAlg.
Neste debate, os oradores convidados trouxeram outros exemplos de adaptação de espaços para fins culturais, que anteriormente haviam desempenhado funções totalmente distintas como é o caso da Associação Cultural – LAC (antiga Cadeia de Lagos), «LXFactory» em Lisboa ou a «Ilha de Papel» em Copenhaga.
A história do edifício que hoje é conhecido por «antiga fábrica da cerveja», as suas utilizações pontuais e os vários projetos que foram pensados para a sua reabilitação desde que este foi adquirido pelo município, foram também tema de discussão entre oradores e público, tendo sido unânime a opinião sobre o papel que a ARCM tem vindo a desenvolver na abertura deste espaço à cidade, desenvolvendo a sua atividade sem que as adaptações feitas ao espaço tenham comprometido o seu valor histórico e patrimonial, tendo, pelo contrário contribuindo para a sua preservação e valorização.
Para breve a ARCM pretende apresentar aos visitantes da sua sede na Vila-Adentro, uma pequena exposição sobre o espaço que facilite a interpretação do local e a compreensão deste percurso deste a antiguidade aos dias de hoje.
A ARCM agradece a todos os que contribuíram para o sucesso da programação «Abril, dias de música e liberdade, que voltou a atingir os objetivos para a qual foi pensada desde a sua primeira edição em 2010 – com um conteúdo diversificado, fruto da colaboração de diversos parceiros, criar momentos de convívio, alegria e reflexão sobre a música, a cultura e a sua permanente relação com a liberdad