A Associação Cultural e Desportiva (ACD) de Ferragudo celebrou 39 anos de vida, na passada terça-feira, 5 de abril. Contudo, a festa de aniversário só aconteceu no sábado, dia 9, com uma gala comemorativa para assinalar a efeméride. Nuno Ricardo, presidente da direção, considerou que não é o número de anos que conta, mas «a força, a pujança, o entusiasmo, o dinamismo e o êxito que patenteia que tudo o que fazemos». «Fechámos o ano de 2015 com resultados operacionais positivos, o que no historial da coletividade acontece pela 38ª vez», explicou ao «barlavento».
Num universo de coletividades em grave situação económica e algumas a fechar as portas, a ACD de Ferragudo construiu de raiz, uma infraestrutura com grande importância social para comunidade. Por exemplo, o espaço ATL, tem hoje cerca de três centenas de crianças e mantém uma atividade regular desde 1981. O número ultrapassa a meia centena durante os período de férias escolares.
No pavilhão desportivo, o basquetebol movimenta centena e meia de atletas, distribuídos por oito equipas de ambos os sexos. Vários atletas integram as seleções regionais e nacionais das suas categorias. Ainda no que toca à atividade desportiva, o judo já movimenta quase meia centena de praticantes, apesar de apenas somar dois anos de existência.
A ACD disponibiliza ainda outros serviços à comunidade, como biblioteca, gabinete de apoio escolar, ensino de português para estrangeiros, gabinete de nutrição, aulas de Pilates, ginástica localizada, zumba, salsa, hip hop e outros de caráter lúdico e cultural.
Um exemplo recente são as «sextas dançantes», que têm tido grande sucesso. Nuno Ricardo destacou ainda o historial do festival de teatro. Caso «melhores condições financeiras nos fossem proporcionadas, faríamos deste evento um bom cartaz cultural para o nosso concelho, tão carenciado nesta área», sublinhou.
O dirigente deixou ainda um recado à autarquia de Lagoa, pedindo mais «rigor, transparência e proporcionalidade nos apoios atribuídos» ao associativsmo. Nuno Ricardo quer mais «respeito pelo nosso esforço e pela qualidade do trabalho que produzimos em prol da comunidade» e «não sermos prejudicados porque ousamos falar e criticar». A concluir, este responsável revelou que o número de associados não pára de crescer, situando-se, neste momento, nos 859, um número significativo para uma coletividade localizada numa pequena vila.
Raquel Peters brilhou na Gala
Na primeira parte do espetáculo, o poeta algarvio Manuel Neto dos Santos arriscou cantar Ary dos Santos. Raquel Peters, uma das grandes vozes do fado, a nível nacional, cantou, encantou e agarrou o público que encheu a Sala Carlos Paredes, muito bem acompanhada por Vitor do Carmo e José Santana, respetivamente na guitarra portuguesa e na viola de fado.