Atualmente a área do Zoo compreende três hectares, mas as obras de vedação para aumentá-lo para duplicar a área já se iniciaram. Figueiras explicou ao «barlavento» que a conclusão das obras, «dependerá em muito também da celeridade do licenciamento por parte da Câmara Municipal de Lagos».
A nova área será especialmente dedicada a espécies africanas como leões, pinguins e alguns herbívoros. Já em 2016, Figueiras anunciou uma outra novidade para o Zoo: os visitantes serão brindados com uma nova zona de lazer com banhos para refresco.
Figueiras gosta de deixar bem claro o que torna o Zoo de Lagos diferente dos outros negócios: «no Zoo de Lagos não temos espetáculos. Os nossos animais são o espetáculo!», diz. Tem uma posição clara sobre todo e qualquer tipo de mecanismos que manipulem o comportamento animais e os coloquem a interagir com o público de formas «não naturais». Ao mesmo tempo, talvez não existam muitos outros Zoos em Portugal, que permitam a circulação dos visitantes em perfeita harmonia com os animais, sem barreiras. Por exemplo, é normal, que passem por si cangurus, pelicanos ou gansos-porco, entre muitos outros que circulam livremente.
Aqui poderá por exemplo conhecer a história de Tina, um gibão proveniente de um outro Zoo que entretanto fechou. Passado algum tempo chegou a Lagos um macho e «foi amor à primeira vista. Olharam-se, abraçaram-se e ficaram algum tempo assim. Tiveram quatro filhos. Tem agora um bebé com dois anos». Como esta história, existem outras, mais ou menos felizes. E os tratadores sabem contá-las a todas.
«A maior parte das pessoas pensa que um Zoo é uma montra de animais e nem imagina o trabalho de bastidores em termos de educação e conservação de espécies», explica Paulo. Aberto desde 2000, o Zoo destaca-se de todos os outros porque «aqui respira-se natureza» afinal, para além dos 900 animais existem mais de 300 espécies de árvores e plantas. Há uma genuína harmonia entre os animais e os seus habitats orientada por valores e princípios muito próprios.
O Zoo tem atualmente um compromisso assumido tanto na área da conservação, como da proteção e educação, coordenando para esse fim 15 profissionais qualificados. Só no ano passado receberam 70.000 visitantes, um número que tem vindo a aumentar exponencialmente. Confrontado com o facto de Lagos não ser uma cidade geograficamente central de forma a atrair ainda mais pessoas, Paulo responde que «é um handicap… mas também não é a minha ambição enriquecer. Simplesmente quero fazer aquilo que amo e nesse sentido, posso dizer que sou a pessoa mais feliz do mundo!».
Possuem mais de 150 espécies diferentes e têm uma elevada taxa de natalidade: «todos os dias há uma novidade, algum nascimento». O residente mais velho é uma tartaruga terrestre com 56 anos mas os mais populares são os primatas como os macacos capuchinhos. A maioria dos animais provem de parcerias com outros Zoos mas muitos chegam fruto de apreensões de tráfico ilegal ou circos, encontrando aqui uma nova vida.
O bilhete diário tem um custo de 16 euros para os adultos e 12 euros para as crianças mas há também a possibilidade de adquirir o cartão anual «Amigos do Zoo», por 45 euros, e com direito a um número ilimitado de visitas, ou apadrinhar um animal por 120 euros.