A WWF Portugal volta a desafiar os cidadãos a apagarem as luzes no movimento mundial da Hora do Planeta, que este ano se espera que tenha a maior adesão de sempre.
A Hora do Planeta, evento mundial dedicado à proteção do planeta, tem lugar a 22 de março, das 20h30 às 21h30 (hora local), e convida toda a população a dedicar uma hora a uma ação sustentável e a registá-la no Banco de Horas, que unirá o mundo em prol de um futuro mais verde.
De um simples gesto simbólico de desligar as luzes de casas, edifícios e monumentos, a Hora do Planeta transformou-se num movimento global, ativo e mobilizador, que chama à ação para a preservação do planeta.
Este ano, a WWF Portugal amplifica uma iniciativa que permite contabilizar o tempo dedicado a construir um planeta mais sustentável: o Banco de Horas, onde cada pessoa, empresa ou município poderá registar as suas ações e medir o impacto real do seu contributo para um mundo mais sustentável.
Este Banco de Horas não contabiliza apenas o tempo dedicado ao planeta a nível global, mas também oferece uma vasta gama de sugestões de atividades em várias áreas, como fitness e bem-estar, sustentabilidade, alimentação, entretenimento, artes e criatividade.
O objetivo é proporcionar a todos a oportunidade de contribuir de forma significativa, e de ver o seu esforço somado ao de milhares de outros, criando um movimento poderoso e transformador.
«A Hora do Planeta deixou de ser apenas um gesto simbólico. Hoje, é um movimento global que junta milhões de pessoas na defesa da nossa casa comum. O tempo para agir é agora: estamos a enfrentar uma crise sem precedentes na biodiversidade e no colapso dos ecossistemas. Cada ação conta, e é imperativo que todos se unam para combater estas ameaças», afirma Ângela Morgado, diretora executiva da WWF Portugal.
Lançado em 2023, o Banco de Horas já contabilizou, a nível global, 1.473.145 milhões de horas dedicadas à natureza, sendo que 41.242 mil horas foram registadas em território nacional.
«Este ano, queremos criar a maior Hora do Planeta de Sempre, reunindo mais pessoas e mais ações em prol da nossa casa comum. O desafio está lançado», sublinha Ângela Morgado.
Como em edições anteriores, a iniciativa conta com o apoio de municípios, empresas (como o El Corte Inglés, a KPMG, a Procter & Gamble e a Auchan) e organizações, que demonstram um forte compromisso com a preservação da natureza e com a construção de um futuro mais sustentável. O movimento está em crescimento, e este ano promete ser ainda mais impactante.
Sobre a iniciativa:
A Hora do Planeta é um evento histórico da WWF, o qual surgiu no dia 31 de março de 2007, em Sydney, Austrália, quando 2,2 milhões de pessoas e mais de duas mil empresas apagaram as luzes durante 60 minutos como alerta sobre a perda da natureza devido às alterações climáticas e sobre a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
O sucesso foi tal que rapidamente milhões de pessoas em todo o mundo (particulares, empresas, instituições e governos) aderiram, representando hoje o maior movimento global pela defesa do ambiente, com mais de 190 países e territórios (90 por cento do planeta) unidos através de um gesto simbólico e/ou de ações que fazem a diferença e que inspiram.
Portugal foi um dos países que se juntou logo em 2008, tendo já desligado luzes de espaços como: Castelo de S. Jorge, Ponte 25 de Abril, Cristo Rei e MAAT (Lisboa), Convento de São Francisco (Açores), Mosteiro da Serra do Pilar (Gaia), Estação de S. Bento, Ponte da Arrábida e Ponte do Freixo (Porto), Castelo de Beja, Castelo de Sesimbra e Farol da Nazaré, entre outros.
Um pouco por todo o mundo, todos os anos, outros edifícios e monumentos emblemáticos também ficam às escuras durante uma hora, nomeadamente: Torre Eiffel em Paris, Coliseu em Roma, Ópera de Sydney na Austrália, Estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, Big Ben em Londres e Empire State Building e sede das Nações Unidas, ambos em Nova Iorque.