A morte de centenas de peixes na Lagoa da Foz do Almargem, em Quarteira, veio «chamar a atenção para uma zona que, ao longo dos anos, não tem merecido mais do que passividade e indiferença por parte das autoridades locais e regionais».
A situação causou alarme nas redes sociais, ao longo da semana passada, embora já seja bem conhecida da Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve (Almargem).
«Nas últimas três décadas têm-se sucedido as propostas para que a lagoa e o espaço florestal envolvente sejam alvo de uma intervenção que pudesse garantir a sua conservação e um usufruto responsável por parte das populações. O município de Loulé nunca quis resolver este problema de forma séria. Em 2009, o executivo camarário de então, limitou-se a considerar que aquele espaço natural se encontrava legalmente bem defendido através do PDM e do POOC Vilamoura-VRSA e que, por isso, nada mais devia ser feito. Na altura, grande parte do território em causa havia já sido adquirido pelo empresário Aprígio dos Santos que aí tencionava instalar um empreendimento turístico».
«A lagoa está há muito tempo já sem um abastecimento regular de água doce e com uma comunicação ao mar dependente da intervenção humana», diz a Almargem que pede um medidas, antes que a Foz do Almargem esteja «irremediavelmente destruída».