Psicólogos reuniram-se em Portimão para debater dificuldades de aprendizagem, com foco na avaliação, detecção precoce e intervenção baseada em evidência científica.
A Delegação Regional Sul da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) promoveu, em Portimão, mais uma edição das «Tertúlias a Sul», dedicada às dificuldades de aprendizagem e às respostas de avaliação e intervenção baseadas em evidência científica.
A sessão, subordinada ao tema «Dificuldades de Aprendizagem: Desafios, Evidência e Intervenção», decorreu na Biblioteca Municipal de Portimão e integrou o ciclo de palestras dinamizado ao longo do ano pela Delegação Regional Sul (DRS) da OPP, a 12 de dezembro.
O encontro foi dinamizado pelo presidente da Direção Regional Sul da OPP, Miguel Coutinho, e pelo vogal Dinis Catronas, com intervenções dos psicólogos Filipe Fernandes e Filipa Bernardo. A sessão reuniu psicólogos, profissionais da educação e membros da comunidade educativa da região.
Durante o encontro foram abordadas dificuldades específicas de aprendizagem, como dislexia, disgrafia, disortografia e discalculia, numa perspetiva integrada. Os oradores analisaram diferentes níveis de intervenção, desde a avaliação psicológica especializada à aplicação de estratégias ajustadas em contexto escolar e familiar.
Entre os temas em destaque estiveram a diferenciação diagnóstica, os critérios de avaliação psicológica e a importância da deteção precoce. Foram também discutidas abordagens de intervenção sustentadas em evidência científica, com base em perfis neurocognitivos individualizados e no acompanhamento continuado das crianças.
Segundo o vogal da Delegação Regional Sul da OPP, Dinis Catronas, a iniciativa reafirma o compromisso da Ordem na promoção de boas práticas em contexto educativo. «As dificuldades de aprendizagem, quando identificadas e compreendidas, permitem que cada criança encontre respostas ajustadas às suas necessidades. Mais do que rótulos, falamos de oportunidades e de uma abordagem justa, competente e holística», afirmou.
A evidência científica demonstra que a identificação precoce e as intervenções adequadas têm impacto significativo no sucesso académico, na autoestima e no bem-estar psicológico das crianças. Num contexto marcado por desinformação sobre estas problemáticas, os psicólogos sublinharam a importância de respostas técnicas fundamentadas e do trabalho articulado entre escolas, famílias e serviços de saúde.
Ao longo da sessão, os oradores partilharam a sua experiência profissional e perspetiva clínica sobre os desafios da avaliação e da intervenção nas dificuldades de aprendizagem, promovendo a participação do público e o debate de práticas.
A sessão terminou com um momento de partilha de ideias entre os participantes, reforçando a colaboração profissional e a criação de redes de contacto na região.