Dirigentes social-democratas defendem que as divergências devem ser resolvidas através do diálogo e acusam os autarcas de criarem instabilidade.
Os presidentes das comissões políticas do PSD de Faro e de Loulé responsabilizam os autarcas dos dois concelhos de terem alimentado «ruído» e «incerteza» em torno do processo de construção do Hospital Central do Algarve.
Em comunicado conjunto, os dirigentes social-democratas manifestam preocupação com a recente polémica em torno do projeto, nomeadamente sobre os custos da empreitada e a forma como o assunto foi tornado público antes de esgotadas «as vias de diálogo institucional».
Segundo argumentam, as questões foram levantadas por membros do júri do concurso — o que, sublinha o partido, «não constitui sequer uma posição definitiva do Governo» — e deveriam ter sido discutidas institucionalmente com o Governo e as entidades competentes, em vez de os presidentes de Câmara de Faro e de Loulé optarem por expor o assunto na comunicação social.
Para os responsáveis das duas concelhias do PSD, o Hospital Central do Algarve representa «uma necessidade social inadiável» e o processo de concretização deve, a esta altura, ser «imparável».
Aliás, para o presidente da Comissão Política do PSD Faro, Carlos de Deus Pereira, «chegou o momento de abandonar a política dos comunicados e dos palcos mediáticos», privilegiando reuniões com as entidades competentes para negociar as matérias ainda pendentes e permitir a concretização do Hospital Central do Algarve «sem mais atrasos».
O dirigente recorda ainda que o projeto não se esgota na construção do edifício, defendendo «uma verdadeira partilha de responsabilidades» entre a Administração Central e as autarquias, com discussão integrada de todas as matérias associadas ao investimento, e apelando a que sejam colocados «os interesses dos algarvios acima de qualquer estratégia de natureza partidária».
Já o presidente da Comissão Política do PSD Loulé, Vítor Coelho, questiona os autarcas do Partido Socialista (PS) sobre quanto vale, para eles, a vida de um munícipe farense ou louletano, afirmando que «a vida humana de um cidadão louletano para o PSD Loulé» não tem preço e assegurando que o partido está disponível para assumir os custos que sejam necessários para concretizar o novo hospital.
Por fim, ambos os social democratas consideram que o Hospital Central do Algarve é «demasiado importante para ser transformado num palco de disputas políticas» e defendem que todas as entidades devem concentrar esforços na remoção de obstáculos ao avanço da obra. Os social-democratas concluem: «Os algarvios esperam soluções. É isso que merecem e é isso que exigem».