PS Algarve acusa o governo de sucessivos anúncios e de atrasar a abertura do concurso internacional do novo Hospital Central do Algarve.
Os deputados do Partido Socialista (PS) eleitos pelo Algarve criticaram o governo por sucessivos anúncios sobre o lançamento do concurso do novo Hospital Central do Algarve, sublinhando que, passados 646 dias desde a tomada de posse do executivo da AD, a decisão continua por concretizar.
Num comunicado de imprensa enviado hoje à redação do barlavento, os parlamentares socialistas consideram que o Hospital Central do Algarve é um investimento estruturante para a qualificação da medicina na região e defendem que a sua construção «ontem já era tarde».
Os deputados recordam que a saúde sempre foi uma prioridade política do PS Algarve e que coube a governos socialistas preparar os principais investimentos na região, incluindo a decisão de avançar com uma Parceria Público-Privada; a preparação do processo do novo Hospital Central e Universitário do Algarve; a abertura do Hospital das Terras do Infante, em Lagos; a criação da Faculdade de Medicina da Universidade do Algarve (UAlg); e a reserva de 49 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a modernização dos cuidados de saúde primários.
Segundo o comunicado, 586 dias depois de a Comissão Independente de Acompanhamento ter declarado, na Assembleia da República, que estavam reunidas todas as condições técnicas para o avanço do projeto — faltando apenas a decisão política —, o primeiro-ministro voltou a anunciar que o concurso do Hospital Central do Algarve será aprovado em Conselho de Ministros.
Os deputados do PS afirmam esperar que este novo anúncio corresponda finalmente à abertura efetiva do concurso internacional para a construção do hospital.
O PS sublinha ainda que o processo ficou concluído na pasta de transição entre os governos de António Costa e da AD, lamentando que o PSD e o atual primeiro-ministro tenham demorado 646 dias a tomar a única decisão em falta.
O comunicado é assinado pelos deputados Luís Graça e Jorge Botelho.
Foto: Partido Socialista.