O projeto HiQ-Sole, que une o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e a Necton ficou em segundo lugar nos Prémios Inovação Expo Fish Portugal.
A quarta edição da Expo Fish Portugal, que decorreu dias 2 e 3 de dezembro, em Algés, encerrou com a certeza de que o pescado português mantém uma posição de destaque nos principais mercados internacionais.
Este ano, as expectativas são ambiciosas: superar os números anteriores em exportações, volume de negócios no mercado interno e investimentos no sector, consolidando a relevância da indústria do pescado.
Organizada pela Docapesca, com o apoio do Ministério da Agricultura e Pescas, a iniciativa reuniu mais de 100 empresas portuguesas e internacionais na sua plataforma digital. Durante o evento, foram agendadas 120 reuniões de negócios, impulsionando o crescimento contínuo das exportações de produtos da pesca, uma tendência que vem sendo registada na última década.
O pescado continua a destacar-se como o principal produto agroalimentar de exportação de Portugal, com receitas que ultrapassaram 1,3 mil milhões de euros, contrastando com a queda global nas exportações de bens.
Durante a Conferência Expo Fish Portugal, a secretária de Estado das Pescas, Cláudia Monteiro de Aguiar, salientou que «a fileira do pescado é um pilar essencial da economia azul e da economia nacional».
A governante destacou também os instrumentos de apoio ao investimento e à inovação no sector, «como o programa Mar 2030, com uma dotação de 539 milhões de euros e mais de 1.700 projetos já aprovados, e o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que disponibiliza 21 milhões de euros para promover a transição verde e digital nas pescas».
O evento, realizado no Auditório do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), culminou com a entrega dos Prémios Inovação Expo Fish Portugal, que reconhecem projetos de excelência em inovação e investigação alimentar relacionada com o mar. Os vencedores foram:
1.º lugar: Trinca-Espinhas (Universidade Católica Portuguesa) – Desenvolvimento de crackers de farinha de espinha de peixe, aproveitando subprodutos marinhos.
2.º lugar: HiQ-Sole (Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e Necton) – Aplicação de microalgas com compostos bioativos para reduzir deformações esqueléticas em peixes de aquacultura.
3.º lugar: Conserva Azul (Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe e Universidade Católica Portuguesa) – Criação de uma conserva de sardinha portuguesa direcionada ao mercado japonês.
A Expo Fish Portugal reafirma, assim, o compromisso de Portugal em liderar a inovação e sustentabilidade no sector das pescas, fortalecendo a sua posição como referência internacional no comércio de produtos do mar.