Onda de solidariedade abraça a comunidade ucraniana no Algarve. Donativos e bens essenciais estão a ser recolhidos em toda a região e prepara-se a chegada dos refugiados.
Natalia Borysenkova, diretora do Centro Educativo e Cultural Luso-Ucraniano «Escola Tarás Shevtchenko», vive no Algarve há cerca de 20 anos e é membro da Associação dos Ucranianos no Algarve (AUA). É uma das vozes que tem estado presente nas vigílias pela paz em Faro, a primeira das quais na noite de quinta-feira, dia 24 e a segunda na tarde de domingo, dia 27 de fevereiro, no largo do Mercado Municipal, organizadas pela Associação dos ucranianos no Algarve com o apoio da DOINA – Associação de Imigrantes Romenos e Moldavos do Algarve.
- Bens de primeira necessidade são urgentes
- Loulé aciona apoios a refugiados de guerra ucranianos
- ABC cria estrutura de apoio
- Tavira alia-se à campanha
- São Brás lança apelo solidário
- PAN Olhão propõe voto de pesar
- Escola Básica E.B.1/JI n.º 4 de Faro solidária
- Grupo Calçada Saúde recolhe donativos em três farmácias
- Assembleia Municipal de Faro aprova votos
«Começamos a perder a esperança de que os políticos do mundo nos vão ajudar. Os nossos cidadãos estão a lutar, não fugiram todos das cidades. Não é só o exército ucraniano que luta. Temos muitos grupos de defesa territorial civil. As mulheres fazem cocktails Molotov, os homens tentam fazer cercas ao redor das cidades. Os mais jovens andam à procura e tentam destruir as marcações que os sabotadores fazem para guiar os bombardeamentos russos a alvos estratégicos», descreveu ao barlavento, num momento em que a Rússia reforça a ofensiva militar.
Apesar da vontade do povo ucraniano em resistir à invasão russa, a professora não esconde que está preocupada com a desproporção de forças. «Somos um país 28 vezes inferior à Rússia! As nossas forças armadas são cerca de cinco vezes inferiores às do exército russo! Podemos não resistir muito mais tempo por causa da falta de defensores», lamentou.
Uma realidade corroborada por Camila Vyshenko, 18 anos, estudante do primeiro ano da licenciatura em Turismo da Universidade do Algarve (UAlg). «A nossa comunidade está aflita. Estamos todos a sentir uma ansiedade interior que não dá para explicar. Acho que nunca ninguém se sentiu tão ameaçado. Os meus amigos lá estão mais unidos que nunca e dizem com orgulho que vão para a tropa pois preferem morrer numa Ucrânia independente que numa Ucrânia anexada. Eu nasci cá, sou portuguesa, mas também sou ucraniana. Esta é uma fase difícil para mim. Tenho os meus sonhos, mas como é que posso pensar no futuro se não sei se vai haver amanhã, não sei o que vai acontecer à minha família», disse emocionada.
Natalia Borysenkova sublinha que não esperava uma onda de solidariedade tão grande e imediata. «É melhor não me fazer essa pergunta. Temos tanta ajuda e tanto apoio que nunca imaginei. Estou a receber dezenas de telefonemas de pessoas particulares, de escolas, de organizações e de muitas empresas pequenas que querem criar pontos de recolha e ajudar-nos naquilo que podem».
Segundo a professora, uma iniciativa dos ativistas ucranianos tornou-se em realidade, várias Câmaras Municipais da região aceitaram oferecer o pagamento do transporte para deslocação dos refugiados ucranianos de fronteira na Polónia e até Portugal.
«Estamos a colaborar na atualização das listas com os dados e contactos de todos os refugiados que precisem de vir para Portugal. Estamos a tentar criar um ponto de encontro para estas pessoas numa das cidades fronteiriças da Polónia», onde possam juntar-se e esperar pelo autocarro.
Também a comunidade ucraniana do Algarve não ficou parada. «Estão a ser criados Centros de Resistência da Ucrânia. Estamos todos unidos. O trabalho está a ser dividido em duas áreas: logística e apoio aos refugiados».
Segundo Borysenkova, as conserveiras algarvias também prometeram ajudar com paletes de víveres. Também há cestos para recolha em vários supermercados com a colaboração dos gestores. Borysenkova esclarece que não será recolhida mais roupa por uma questão logística. «As pessoas já nos deram muita. Chegámos à conclusão que a roupa não é uma necessidade prioritária e ocupa muito volume no camião que vai viajar 4000 quilómetros».
Medicamentos, produtos de higiene e alimentos são a prioridade. E como é que os bens vão ser transportados? «Uma empresa de camionagem de um compatriota nosso aqui do Algarve está a preparar gratuitamente o seu transporte da carga, com aquilo que já temos», que arrancou ontem quarta-feira, rumo à Ucrânia.
Ainda sobre o acolhimento de refugiados, a professora considera que para já ainda são poucos, mas é possível que, com a guerra a agravar-se e a situação a piorar a cada dia, os números venham a aumentar de forma dramática, apesar da distância.
Por isso, a Associação dos Ucranianos no Algarve quer criar uma bolsa de alojamento e apela a quem possa disponibilizar, ainda que de forma temporária, qualquer tipo de abrigo. Está também aberto um canal com o Centro Nacional de Apoio à Integração de Migrantes (CNAIM) do Alto Comissariado para as Migrações, de forma a que quem vier possa ser integrado de forma legal
«Ninguém esperava que isto pudesse acontecer. É uma facada no coração (pelos russos) e uma facada nas costas (pelos bielorussos)».
Sobre Putin, considera-o «inadequado. Aquilo que ele fala sobre nós não é verdade. Não há nazis em Kyiv nem em lado algum! Não há ameaças. O único problema é que ele não quer deixar-nos ter independência e juntar-nos aos países democráticos. Ele quer que continuemos vassalos. Putin está a quebrar todas as regras há anos. Já cortou um pedaço da Geórgia, cortou um pedaço da Moldávia, e também o fez em Nagorno-Karabakh (entre a Arménia e o Arzebeijão). São situações que deviam mostrar ao mundo que é preciso parar isto, mas os líderes mundiais não acharam as medidas adequadas para acabar com estas violações das leis internacionais por parte da Rússia! A falta de punição adequada provocou esta guerra com a Ucrânia. Desta vez, Putin está a ir demasiado longe, está a invadir e destruir todo o nosso território».
«A Ucrânia é muito maior que essas antigas repúblicas soviéticas que mencionei. Putin tem agora a coragem de invadir o nosso país. Está a tentar conquistar Kyiv, bombardeou e destruiu a zona do coração de Kharkiv, segunda maior cidade ucraniana e todos os dias está a atacar várias cidades no sul e leste da Ucrânia. Continua a tentar invadir e abater a nossa capital», refere com um sentimento de impotência.
«Gostaria de estar lá, sim. A minha filha colabora no centro de logística da cidade de Lviv e não quer refugiar-se. Para compreender: nós já não temos medo. Estamos fartos. Eu tenho uma feroz, feroz, feroz fúria. Isso é o que todos sentimos. Estamos fartos de Putin. Os jovens, nascidos em 2014, já têm a memória desta luta» que remonta a 1991, «quando a Ucrânia conseguiu a independência e saiu da União Soviética. E isto não é só a história contemporânea, pois há mais de 300 anos que estamos a lutar contra o domínio russo».
Questionada sobre as manifestações pela paz na Rússia, Natalia Borysenkova dá uma resposta pouco diplomática «mas que é verdade. Quando esta guerra acabar, vai ser muito difícil aos ucranianos perdoarem os russos maus e os russos bons. Quando os russos maus atacaram e mataram, os russos bons não fizeram nada durante demasiado tempo! Estão agora a sair para as ruas, mas ainda é muito pouco. Será que os soldados russos não têm mães, não têm famílias? Será tão impossível deitarem fora as armas e dizerem: – não, nós não vamos mais matar ucranianos, vizinhos de toda a vida, irmãos!».

Borysenkova lembra que um dos apelos de Nossa Senhora de Fátima, foi pedir ao mundo para rezar pela mudança da Rússia. «Essa é também a nossa esperança. Que a Rússia mude. Quão idiota é preciso alguém ser, para que ao mesmo tempo, Papa e talibãs lhe peçam parar?», ironiza.
Questionada sobre o arsenal nuclear russo que está em estado de alerta, «compreendo o receio, mas será que a União Europeia vai continuar a ter medo dessas ameaças? Ou pensa que se acabar a guerra na Ucrânia, o menino já não tem fome e não vai continuar? O resultado das sanções só será eficaz quando acabarem os bombardeamentos!»
Para terminar, Natalia Borysenkova apela «ao apoio militar, ou a uma intervenção da NATO, antes que morram todos os nossos compatriotas, antes de perdermos o nosso Estado e o nosso país!».
Na noite em que estalou o conflito, também Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, deixou uma palavra de conforto à comunidade ucraniana. «Não podem continuar a viver às mãos de um ditador, isso não faz sentido nenhum hoje, não estamos na época medieval, conseguimos comunicar e estar uns com os outros. Estaremos cá para ajudar se houver refugiados, tenhamos todos esperança que rapidamente este conflito vai desaparecer e que os ucranianos conseguem ter a sua independência e conseguem decidir o seu destino, que é isso que está em causa».
Quem quiser ajudar pode entrar em contacto através de email ([email protected]).
Bens de primeira necessidade são urgentes
A Associação dos Ucranianos no Algarve (AUA) divulgou nas redes sociais uma lista de bens mais necessários neste momento. Medicamentos e produtos médicos, material de primeiros-socorros, desinfetantes, cremes cicatrizantes, analgésicos, medicação gástrica, renal, cardíaca, álcool etílico, máscaras descartáveis, garrotes, sistemas de transfusão de sangue, cobertores de resgate, luvas descartáveis e seringas são os itens mais importantes para fazer chegar à Ucrânia. São também precisos alimentos não perecíveis, como atum em lata e outros, chocolate, bolachas, chá e café (em saquetas), barras energéticas; produtos de higiene como toalhitas e demais produtos de higiene pessoal; e também meias, roupa interior térmica, lanternas, lanternas de cabeça, esteiras de campismo, sacos-cama, canecas térmicas, mantas e powerbanks para dispositivos móveis. Já existem 10 pontos oficiais de recolha de ajuda humanitária em Albufeira, Almancil, Faro, Loulé, Olhão (e Quelfes), Portimão, São Brás de Alportel e Tavira.
Concelho de Olhão solidário com o povo ucraniano
Na sequência da crise humanitária que atinge a Ucrânia, o município de Olhão está a preparar um conjunto de medidas para apoiar o povo ucraniano. Estas medidas ocorrerão em vários momentos, e em articulação com a Associação dos Ucranianos no Algarve e as equipas que se encontram no terreno. Assim, partiu esta madrugada, de Olhão com destino à Polónia um autocarro de 50 lugares, com um tradutor e um enfermeiro, para resgatar da zona de guerra um grupo de mulheres e crianças com ligação à comunidade ucraniana residente em Olhão.
As famílias ucranianas, na sua maioria mulheres e crianças, deverão chegar na terça-feira a Olhão no autocarro disponibilizado pela autarquia que hoje partiu rumo à Polónia.
Todo o processo de acolhimento será, posteriormente, acompanhado pelas entidades competentes e com um forte envolvimento da ação social do município. Este será o primeiro transporte organizado pela autarquia, uma situação que será reavaliada nos próximos dias, para se equacionar a necessidade de reforço desta ajuda. Numa outra frente, e sempre em articulação com a Associação de Ucranianos no Algarve, o município procederá, também, à recolha de bens de primeira necessidade. As doações poderão ser entregues no edifício da antiga Bela Olhão, junto ao Porto de Pesca, até ao dia 10 de março, no período entre as 9h30 e as 11h00 e as 21h00 e as 22h30. A recolha é coordenada pelo Gabinete de Bombeiros e Proteção Civil.
Loulé aciona apoios a refugiados de guerra ucranianos
Face à situação de guerra e à tragédia humanitária vivida atualmente na Ucrânia, a Câmara Municipal de Loulé associou-se a várias instituições da sociedade civil e religiosa e está neste momento a trabalhar para acionar medidas de apoio aos refugiados que irão chegar a Portugal nos próximos dias. Trata-se de um trabalho, realizado em estreita articulação com o Alto Comissariado para as Migrações e com a Secretaria de Estado da Integração e Migrações, que visa não só acolher e integrar os refugiados de guerra ucranianos, garantindo ajudas em áreas tão diversas como o apoio documental, o acolhimento residencial, os cuidados de saúde, numa articulação com o ABC – Algarve Biomedical Center e médicos a título particular, mas também identificar oportunidades de trabalho, integrar crianças em escolas e infantários do concelho e disponibilizar bens essenciais. Para agilizar e sistematizar todo o trabalho, será hoje criada por despacho do presidente de Câmara Vítor Aleixo, uma estrutura de missão composta por responsáveis autárquicos, membros da comunidade ucraniana do concelho e representantes de entidades regionais, sociais e religiosas. «A invasão da Ucrânia é um ato de guerra que coloca em grave risco a paz em todo o continente europeu e como tal deve ser condenado. O Município de Loulé associa-se ao clamor universal para que cessem as hostilidades e apela a que a diplomacia faça valer os seus argumentos para que mais pessoas não sofram os horrores associados aos conflitos militares», considera o município de Loulé.
ABC cria estrutura de apoio
O Algarve Biomedical Center (ABC), em parceria com a Faculdade de Ciências Biomédicas e de Medicina da Universidade do Algarve (UAlg), criou uma estrutura de apoio para os ucranianos que venham para Portugal, mas também para a comunidade que já se encontra no país. O ABC disponibiliza-se a prestar apoio clínico, psicológico e emocional, e avaliações médicas, de forma gratuita, à comunidade que chegue a Portugal refugiada da guerra com a Rússia e aos ucranianos que já estejam em Portugal. Para isso, foi criado um email ([email protected]), que já está em funcionamento, através do qual os cidadãos ucranianos podem pedir apoio em matéria de cuidados médicos, apoio psicossocial e medicamentos. O processo com as autoridades nacionais e regionais será articulado com Valeriya Chemeresiuk, estudante de doutoramento em Portugal e natural da Ucrânia. O ABC também já se disponibilizou a trabalhar em articulação com as várias entidades regionais e com a Câmara Municipal de Loulé, tendo desde logo surgido a manifestação de interesse da autarquia no apoio à comunidade ucraniana.
Tavira alia-se à campanha
O município de Tavira alia-se à Associação de Ucranianos no Algarve (AUA), através de um grupo de voluntários que está a realizar e organizar, até dia 15 de março, no edifício onde funcionava a Fundação da Juventude (Rua Maria Aboim, nº 1), de segunda a sexta-feira, entre as 15 e as 18 horas e aos sábados e domingos, entre as 10 e as 19 horas, uma recolha de géneros alimentares, produtos de higiene e meios medicinais para ajuda humanitária a este povo. Os voluntários estão disponíveis para mais informações, através de telemóvel (961 205 514).
São Brás lança apelo solidário
A Câmara Municipal de São Brás de Alportel, com a parceria da rede local solidária da comunidade são-brasense, está a colaborar com a Associação de Ucranianos no Algarve (AUA) e a DOINA. O ponto de recolha é no Pavilhão Municipal Dr. José de Sousa Pires, de segunda a sexta-feira, das 08 às 22 horas. Quem precisar de ajuda (ou conheça quem precise) poderá contactar os Serviços Sociais no Centro de Apoio à Comunidade por telefone (289840020) ou e-mail ([email protected]).
PAN Olhão propõe voto de pesar
O PAN aprovou, em sessão ordinária da Assembleia Municipal de Olhão, por unanimidade, um voto de pesar pelas vítimas do conflito que se vive na Ucrânia, no dia 24 de fevereiro. «É com profundo pesar para a história europeia, para a comunidade internacional e para os direitos humanos que, mais uma vez, percebemos que a paz e a estabilidade social nunca estão garantidas. Lamentamos os atos hostis e bélicos da Rússia para com os povos da Ucrânia e manifestamos a mais profunda solidariedade e vontade de que a via diplomática não esteja totalmente inviabilizada, e que a paz seja restabelecida o quanto antes. A manutenção da paz e a autodeterminação dos povos são direitos fundamentais que nunca devem ser colocados em causa. A Ucrânia é um Estado livre, soberano e independente. A invasão em curso por parte da Rússia é um ato ilegal, ilegítimo e imoral», diz o deputado municipal Alexandre Pereira.
Escola Básica E.B.1/JI n.º 4 de Faro solidária
Toda a comunidade escolar da E.B.1/JI n.º 4 de Faro, pertencente ao Agrupamento de Escolas João de Deus, está muito sensível a tudo o que está a acontecer na Ucrânia e solidária com o seu povo. Professores, crianças e todos os técnicos da escola, consideram «urgente que esta guerra acabe e que a voz de uma comunidade unida soe bem alto contra a invasão bárbara de um Estado de Direito, como está a acontecer na Ucrânia».
Ontem, dia 2 de março, alunos, professores e funcionários prestaram uma simbólica homenagem à Ucrânia. No campo de jogos do recreio, todos vestidos de branco, formaram a palavra Paz e vestidos de amarelo e azul, formarão a bandeira da Ucrânia. Está ainda a ser feita uma recolha de bens essenciais como roupa (adulto ou criança) e produtos de higiene, que posteriormente serão devidamente encaminhados para a Ucrânia. Esta escola «alberga crianças de diversas nacionalidades, entre as quais algumas ucranianas, e lutamos e trabalhamos diariamente pela diversidade, igualdade, inclusão e paz. Porque, apesar de impotentes contra esta guerra, não podemos ficar em silêncio».
Grupo Calçada Saúde recolhe donativos em três farmácias
As três farmácias situadas do Grupo Calçada Saúde em Faro, Vilamoura, Quarteira estão a angariar produtos para enviar para a Ucrânia. «Antes da pandemia, era costume organizarmos corridas e pequenas maratonas nas quais angariávamos produtos e outros afins para ajudar centros de ação de solidariedade. Com o surgir da guerra não podemos deixar de estar solidários para com o povo ucraniano», explicou ao barlavento o responsável pelo marketing Artur Condinho. Assim, donativos podem ser deixados na Farmácia Miguel Calçada (Urb. Quinta do Romão Lote 3B1 Loja 1 e 2) em Quarteira, na Farmácia Silva (Avenida Engenheiro João Mereiles nº11) em Vilamoura e na Farmácia da Baixa (Rua Ivens, 31) em Faro.
Assembleia Municipal de Faro aprova votos
A Assembleia Municipal de Faro aprovou dois votos, na sessão de segunda-feira, dia 28 de fevereiro, um voto pela paz, e outro de apoio e solidariedade à Ucrânia. Os votos foram apresentados pelo PSD, CDS, IL, MPT e PPM – aprovado por maioria, e PS, aprovado por unanimidade. Após a aprovação dos votos foi tocado o hino da paz mundial da ONU. Cristóvão Norte, presidente da Assembleia Municipal de Faro, salienta que «todos os pequenos gestos que simbolizem o desejo de paz e a condenar da barbárie são importantes manifestações das opiniões públicas que acentuam a pressão para se por cobro ao conflito. Faro está a fazer a sua parte e é notável a congregação de esforços para ajudar os refugiados».




