No dia em que se celebra o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, o deputado municipal Alexandre Pereira lamenta que Olhão ainda não tenha uma Comissão de Acompanhamento.
Hoje, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, «relembramos um momento que não deverá ser esquecido. Há dois anos, o Deputado Alexandre Pereira propôs na Assembleia Municipal de Olhão a criação de uma Comissão de Acompanhamento sobre diferentes formas de violência, nomeadamente Violência Doméstica, de Género e Bullying. Uma proposta que visava enfrentar uma realidade inaceitável: a escalada da violência física e psicológica que destrói vidas, famílias e comunidades».
No entanto, «esta proposta foi rejeitada com 16 votos contra, que incluíram o Grupo Municipal do PS (11 votos), do Chega (2 votos) e de 3 presidentes das Juntas de Freguesia. Sete deputados abstiveram-se, e apenas dois votos foram a favor, PAN e BE. Este resultado é um reflexo de prioridades desalinhadas com o que é mais urgente para a nossa sociedade: proteger as pessoas mais vulneráveis», recorda em nota enviada às redações.
Nos dias de hoje, «quando a violência continua a crescer e o mundo se torna cada vez mais perigoso, nenhuma ação pode ser pequena demais para prevenir este flagelo. Como sociedade, temos o dever moral e urgente de garantir que políticas públicas sejam implementadas para oferecer proteção e justiça. Não podemos aceitar a normalização do sofrimento. A rejeição desta proposta há dois anos foi um retrocesso inaceitável e um insulto às vítimas que continuam a sofrer em silêncio. Não podemos tolerar desculpas nem adiamentos quando vidas estão em risco. Esta luta exige coragem política e ações concretas, não discursos vazios ou indiferença», acrescenta.
«Chegou a hora de encararmos a violência contra as mulheres, crianças e todas as formas de opressão como uma prioridade absoluta. Cada dia sem ação não é apenas uma falha, é uma cumplicidade com o sofrimento que continua a destruir vidas. É hora de escolhermos de que lado da história queremos estar. E que este Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres nos inspire a todos, enquanto sociedade a lutar pela igualdade, liberdade e democracia, e sermos, unidos, a mudança que queremos ver em Olhão, em Portugal e no Mundo», conclui.