Odemira regista prejuízos agrícolas superiores a 20 milhões de euros, estima a Lusomorango, com perdas acima de 70% em algumas produções.
Prejuízos superiores a 20 milhões de euros atingiram produtores associados da Lusomorango no concelho de Odemira, após a sucessão de fenómenos meteorológicos extremos registados nas últimas semanas. Há explorações que perderam mais de 70% da capacidade produtiva.
A Lusomorango – Organização de Produtores de Pequenos Frutos acompanhou a visita do vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo , Roberto Grilo, às produções da Miraberries, Maravilha Farms e Vitacress, em Odemira, para observar os estragos no terreno, na quinta-feira, dia 12 de fevereiro.
Em nota enviada às redações, a entidade explica que a deslocação permitiu identificar danos em infraestruturas produtivas, sistemas de apoio agrícola e culturas, bem como medir o impacto económico e social no tecido produtivo da região.
O CEO da Lusomorango, Joel Vasconcelos, afirmou que a CCDR Alentejo tem estado «desde o primeiro dia no terreno a acompanhar e a apoiar o levantamento dos prejuízos», reconhecendo os impactos significativos no setor agrícola e na economia local. Alertou ainda para que os agricultores afetados comuniquem aos serviços da CCDR Alentejo a identificação detalhada das perdas, condição que considera essencial para uma resposta ajustada à dimensão dos danos.
«Os prejuízos são já superiores a 20 milhões de euros, só nos produtores associados da Lusomorango. Há produções que perderam mais de 70% da sua capacidade produtiva», sublinhou.
O responsável reforçou o apelo ao Governo para que os apoios extraordinários anunciados sejam alargados ao concelho de Odemira, permitindo aos produtores deste território candidatar-se à linha prevista no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) para o restabelecimento do potencial produtivo.
Defendeu ainda a criação de uma medida de emergência para apoiar o setor agrícola nacional. «A Lusomorango continuará a acompanhar de perto este processo, defendendo uma resposta célere, justa e abrangente, que permita salvaguardar a capacidade produtiva, o emprego e a sustentabilidade económica do setor agrícola em Odemira», concluiu.