Este ano, o Dia Mundial do Sono assinalou-se a 13 de março sob a égide «Um bom sono, é um sonho possível», enfatizando a importância do sono em qualquer idade, mas igualmente sobre o determinismo que o sono saudável pode ter na melhoria de algumas doenças ou disfunções.
A Organização Mundial de Saúde considera o Sono como um função fisiológica nobre, pela importância que detém na saúde em geral, mas igualmente na qualidade de vida, incluindo o crescimento e o envelhecimento saudáveis e ativos, devido às suas capacidades restauradoras, adaptativas e comportamentais.
Estima-se que cerca de 45 por cento da população mundial sofra de perturbações do sono, que podem variar entre insónias e hipersónias, parassónias ou disritmias circadianas.
Apesar da maioria das perturbações do sono ser tratável, menos de um terço das pessoas que padece das suas disfunções procura ajuda profissional, sabendo-se que muitas das suas manifestações começam logo na infância, com tendência para se manterem ao longo da vida adulta e do envelhecimento. Aliás, as perturbações comportamentais do sono são muito frequentes na população pediátrica, já que cerca de 20 a 30 por cento das crianças apresentam algum tipo de problema de sono. A intervenção precoce é fundamental, pois estas situações podem ser persistentes ou perpetuarem-se no tempo, provocando ansiedade e privação do sono em todos os membros da família.
São três os elementos que em conjunto permitem aferir a qualidade do sono. O primeiro é a duração, que apesar de variar com a idade, deve ser sempre suficientemente longa para que o acordar seja sentido de forma alerta e descansada. O segundo é a continuidade, que se relaciona com os ciclos, cuja sequência deve ser respeitada e não interrompida. Por fim, a profundidade, com uma amplitude que proporcione uma sensação restauradora e vivificante.
Os dez conselhos de higiene do sono emanados pela Associação Mundial de Medicina do Sono têm em conta medidas de proteção e de adoção, que facilitem a manutenção e/ou o restabelecimento de um sono saudável e natural. Estes aconselhamentos chamam a atenção para adequação da temperatura, do ruído, da luz, do conforto da cama ou da presença de dispositivos que possam modificar o sono, mas também evitar o consumo de cafeína ou do trabalho intelectual próximo das horas de ir dormir.
As alterações do sono nas crianças repercutem-se no rendimento escolar, pelo défice de atenção e concentração que provocam. Nos adultos, tais distúrbios, além de diminuírem a produtividade laboral e a capacidade de decisão, podem precipitar acidentes e estar na origem de numerosas alterações do estado de saúde, como a ansiedade e a depressão. De forma global sabemos também que a qualidade do sono interfere com a homeostasia do sistema imunitário, da regulação hormonal, do metabolismo e mesmo do sistema cardiovascular.
A privação de sono é perigosa para a saúde. Poucas horas de sono por noite provocam efeitos permanentes no nosso organismo, mesmo que se durma pouco em apenas uma única noite. Procure ajuda junto dos nossos especialistas.
Espaço Saúde do Hospital Particular do Algarve