O município de Olhão aprovou o Orçamento e as Grandes Opções do Plano (GOP) para 2023, com foco na criação de emprego, habitação e área social.
A Assembleia Municipal de Olhão aprovou o documento, que já havia merecido a concordância, por maioria, dos vereadores municipais em reunião de Câmara (votos a favor dos vereadores do Partido Socialista e contra dos do Partido Social Democrata).
Em sede de Assembleia Municipal, a proposta voltou a ser aprovada por maioria, com 14 votos a favor, nove contra e uma abstenção.
O presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, ressalva que, «depois da pandemia, 2023 será mais um ano marcado pela incerteza sobre o futuro, o que se irá refletir na vida das pessoas e também na gestão autárquica».
«Quando tudo levava a crer que iríamos regressar à estabilidade e ao crescimento económico, somos confrontados com uma guerra, em plena Europa, a cujos efeitos ninguém ficou alheio. Estimamos que só o aumento dos custos diretamente relacionados com a guerra vá representar mais 1,5 milhões de euros no próximo ano», refere.
Ainda assim, «e fruto de uma gestão rigorosa dos dinheiros públicos, este é um orçamento que mantém a intransigência na manutenção da sustentabilidade financeira, o que permite continuar a realizar investimentos em áreas prioritárias, onde a criação de emprego e o acesso à habitação estão no topo das prioridades», justifica.
A área social assume, também, grande destaque na linha estratégica da atuação municipal. São disso exemplo duas medidas de apoio às famílias olhanenses, que vão ser implementadas já no próximo ano: a redução em 50 por cento no custo da mensalidade das creches em todos os escalões que não são apoiados pela Segurança Social e a redução da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), atendendo ao número de dependentes.
Estes apoios representam um custo anual para a autarquia que deverá ultrapassar os 400 mil euros.
No que diz respeito às obras públicas, os investimentos que se encontram em execução e os que serão lançados nos próximos dois anos, superam os 84 milhões de euros, «algo nunca visto no nosso concelho», sublinha o líder da autarquia.
Na antevisão ao ano que se avizinha, António Miguel Pina mostra-se otimista.
«Este otimismo não é gratuito, assenta na evolução recente do nosso concelho. Também a procura por parte dos investidores, empresas e cidadãos nos dá a garantia de que estamos a trilhar o caminho certo», diz.