Os britânicos UB40 são os cabeças de cartaz da 44.ª Concentração Internacional do Moto Clube Faro, que se realiza entre 16 e 19 de julho.
O recinto mantém-se no Vale das Almas, junto ao Aeroporto e à Praia de Faro, localização que o Moto Clube Faro considera estratégica, «um triângulo espetacular», disse hoje o presidente Pedro Baptista aos jornalistas.
A organização prevê cerca de 20 mil participantes, número semelhante ao registado em 2025, embora admita alguma incerteza. «Alguns participantes poderão ter algum receio de vir porque os preços dos combustíveis estão caros e em termos de valor, algumas coisas poderão aumentar na última hora», estimou.
A maioria dos participantes continua a ser portuguesa, seguida dos espanhóis, e o público britânico tem vindo a diminuir. «Nos últimos anos não tem aparecido muito […] a partir da pandemia e por causa do Brexit […], em 2020, começou-se a notar alguma diminuição», explicou.
Para tentar contrariar essa tendência, a organização antecipou a divulgação do evento. «Lançámos as datas da concentração no final de agosto e depois começámos a vender as inscrições no princípio de dezembro, para tentar captar esse público», que considera carismático e que contribui para a celebração do espírito motard.
Apesar dessa quebra, a concentração continua a ter uma dimensão internacional. «Acaba por haver pessoas, praticamente, de todo o mundo», disse, apontando a presença de participantes de países como França, Alemanha, Holanda, Brasil e Estados Unidos da América.
No plano musical, os UB40 são a banda cabeça-de-cartaz e atuam no sábado, dia 18 de julho, depois de Rui Veloso.
A abertura, na quinta-feira, dia 16, mantém o modelo dedicado ao público algarvio. «É uma forma de dedicar esse dia aos locais e aos residentes», explicou.
O cartaz aposta em músicos nacionais: GNTK, Xutos & Pontapés e David Antunes, com entrada fixada em 10 euros, valor superior ao da edição anterior, mas que inclui uma bebida.
E inclui também os espanhóis Mojinos Escozios, que tocam dia 17, e os portugueses UHF e HMB.
A organização aposta ainda em dois polos de animação dentro do recinto: o palco principal e o palco Oasis, para dar mais opções de entretenimento ao público.
O programa integra o tradicional Bike Show, mostra de motas modificadas que terá «uma nova dinâmica», e o Bar dos Miúdos, dedicado às crianças, que reforça a vertente familiar da concentração.
Na cidade, será instalado um palco na baixa e mantido o serviço constante de transporte de autocarro entre o centro e o recinto. «Tudo isso para manter uma ligação a Faro», explicou.
Os bilhetes para os quatro dias custam 70 euros e já estão à venda na sede do Moto Clube Faro e também online. O passe inclui sorteios de uma viagem a Daytona, nos Estados Unidos, e de uma moto Indian. Mas atenção que «só ganha quem está presente», alertou Pedro Baptista.
Este ano, há de novo uma preocupação acrescida no reforço da segurança, sobretudo no acesso à Praia de Faro, identificado como um dos pontos mais sensíveis da operação.
Pedro Baptista explicou que será novamente criado um corredor de emergência com pinos para prevenir ultrapassagens perigosas, à semelhança do que já foi feito no ano passado.
«O mais importante é que todas as pessoas que venham ao recinto, se divirtam e depois voltem às suas casas em segurança», afirmou.
A preparação do evento incluiu também uma intervenção ambiental na zona de estacionamento exterior da Praia de Faro, junto à Ria Formosa, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e outras entidades.
«Foram mais de 20 toneladas de ervas invasoras que acabámos por retirar», como acácias, canas e chorões, revelou Pedro Baptista. A ação envolveu mais de 70 voluntários, técnicos e várias instituições, incluindo a Câmara Municipal de Faro, a Junta de Freguesia de Montenegro e a Europontal, responsável pela recolha dos resíduos, tal como o barlavento noticiou.
O presidente do Moto Clube Faro diz que este tipo de iniciativas procura mostrar que a Concentração tem também uma dimensão cívica e ambiental. «Acaba por ser um momento de mostrar que estamos aqui pelo bem», concluiu.
