Ana Paula Martins, ministra da Saúde, garantiu ontem em Loulé que o governo vai olhar para o novo Hospital Central do Algarve para a obra começar «o mais rapidamente possível».
Perante uma plateia cheia de representantes de várias entidades, autarcas e outros responsáveis regionais, a ministra da Saúde respondeu ao desafio de Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, à urgência de resolver um problema que se arrasta há anos.
«O novo hospital do Algarve é de facto, uma daquelas obras que se vai falando ano após ano, década após década. Nós hoje temos um projeto. Temos um grupo uma comissão de acompanhamento e o que vos posso garantir, e esse é o meu compromisso de honra com todo o Algarve, é que defenderei junto do governo e junto do primeiro-ministro, com todas as minhas forças, mas acima de tudo, com todos os argumentos sólidos que há muitos anos estão, digamos, identificados que a obra do novo hospital comece, seja lançada o mais depressa possível», disse, na inauguração da nova sede regional do INEM, em Loulé, na tarde de sexta-feira, dia 10 de maio.
«Naturalmente, nós não podemos fazer promessas que não tenham toda a substância que as pode concretizar. Penso que todos nós, enquanto cidadãos, não vivemos, ninguém vive de promessas. Vivemos de atos e concretizações. Este governo não tem na sua genética, na sua pegada identidade, o perfil da promessa que não cumpre».
E por isso vos digo que é uma matéria do governo. É uma matéria do país, este, como outros hospitais. Mais cedo que tarde, este projeto será naturalmente sentido.
«Há a necessidade de nos sentarmos todos, de nos conciliarmos todos, e de nos reconciliarmos todos ao nível daquilo que é a importância que este projeto tem não só para o Algarve, mas não só para os que nos visitam, mas para o resto do país, porque será no fim do dia um hospital universitário».
«Se não for isso, já não cumpre a sua missão para o século XXI. Conto com todos os que têm responsabilidades na região do Algarve para nos entendermos sobre a necessidade desta obra. E que seja muito mais aquilo que no une, do que aquilo que nos possa separar».
À margem da sessão, a governante reconheceu hoje a existência de falta de recursos humanos na emergência pré-hospitalar do Algarve para o verão, mas assegurou que está a ser preparado um plano para garantir a resposta e segurança dos utentes, tal como o barlavento noticiou.
O projeto de construção da nova sede regional do INEM nasceu da cooperação entre o município de Loulé e o INEM e pretende dar resposta a toda a região do Algarve.
As novas instalações do INEM integram o projeto «Cidadela da Segurança e Proteção Civil» de Loulé, junto ao nó da A22, onde já estão instalados o quartel dos Bombeiros Municipais de Loulé, o CREPC – Comando Regional de Emergência e Proteção Civil da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e o heliporto, onde está em permanência o helicóptero do INEM.
A centralização de todos os serviços de Proteção Civil num único espaço vai permitir o reforço de sinergias aos mais variados níveis, desde operacionais a formativas.
O novo edifício do INEM na região conta com um Centro de Formação, Gabinete da Coordenação Regional, Gabinete de Coordenação de Enfermagem, Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e Gabinete de Apoio ao CODU, assim como instalações para a área de Logística. Conta ainda com camaratas, refeitório e balneário, com todas as condições necessárias para os profissionais do INEM.
A obra representou um investimento da Câmara Municipal de Loulé de cerca de 1.8 milhões de euros.
