Maria da Graça Carvalho deu nota de que o Alentejo e Algarve têm água disponível para dois anos, mas que é necessária preparação para longos períodos de seca.
O Alentejo e o Algarve têm água garantida para os próximos dois anos, mas é preciso «acelerar as obras» hídricas em curso nestas regiões, destacou Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia.
Em declarações aos jornalistas, em Mértola, a governante referiu que o inverno chuvoso que se fez sentir em Portugal foi «um episódio» e que, por isso, no país todos têm de «estar preparados para que haja longos períodos sem chuva».
«Todos os dados que temos dos últimos oito anos mostram que a quantidade de chuva no sul da Península Ibérica, nomeadamente Andaluzia, Algarve e Alentejo, tem vindo a diminuir e é [para] isso que temos que estar preparados para o futuro», frisou a ministra.
Maria da Graça Carvalho falava aos jornalistas no final de uma reunião bilateral do Conselho Plenário da EuroAAA – Eurorregião Alentejo – Algarve – Andaluzia, realizada na quinta-feira, dia 8 de maio, em Mértola.
A ministra notou que, apesar de neste momento as regiões do Alentejo e do Algarve terem água disponível para «dois anos», não é tempo de desligar deste problema do abastecimento de água e da seca.
É preciso «continuarmos a acelerar as obras que temos em curso para diminuir as perdas de água», nomeadamente a tomada de água do Pomarão para o Algarve, a dessalinizadora de Albufeira e a ligação hídrica entre o Barlavento e o Sotavento algarvio, especificou.
A reunião da EuroAAA, na qual também participou Juan Manuel Moreno Bonilla, presidente da Junta de Andaluzia, decorreu na Estação Biológica de Mértola.
O encontro teve como objetivos «aprofundar o diálogo em áreas estratégicas como a gestão dos recursos hídricos, a biodiversidade e a energia, com foco nos desafios comuns e nas oportunidades de colaboração para promover um desenvolvimento sustentável na região sul da Península Ibérica».
Relativamente à nova Estratégia do Baixo Guadiana, a ministra do Ambiente e Energia referiu que esta resulta de uma cooperação entre as três regiões da EuroAAA, em que o Guadiana é um elo que as une e tem várias dimensões.
«Há a dimensão ambiental, de biodiversidade, da preservação do rio, da naturalização das margens do rio, mas há também a parte dos transportes, tornar este rio mais navegável [e] a necessidade de fazer algumas obras em relação ao [seu] desassoreamento», disse.
O encontro permitiu ainda analisar o relatório de atividades de 2023/2024 da eurorregião e celebrar a passagem da presidência da EuroAAA para o Algarve, até 2027.
A presidência desta comunidade de trabalho é rotativa, por períodos de dois anos e por cada uma das regiões.

