O «aspeto sujo, o odor, por vezes, nauseabundo» e o mau estado geral em que a doca de recreio de Faro se encontra está a preocupar o presidente da Câmara Municipal, Rogério Bacalhau.
A situação motivou o edil a enviar uma carta, esta semana, à administração da Docapesca, entidade com jurisdição sobre aquele espaço na baixa da capital algarvia.
«Em reuniões anteriores, já tínhamos referido esta situação, sem obter qualquer resposta. A doca está completamente assoreada, ao ponto de quando a maré vaza, os barcos ficam em seco. Além do amontoado de lixo, as paredes estão com falta de manutenção», explicou o autarca farense ao «barlavento».
Os técnicos da autarquia de Faro acabam de constatar que «há infiltrações de água que irão provocar situações complicadas na zona envolvente. E daí, a necessidade de uma intervenção urgente», painda a indicação das datas e prazos para início e conclusão dos trabalhos.
O edil quer ainda salvaguardar «o aspeto turístico», pois a situação oferece «a quem visita [a cidade] uma triste imagem de desolação e abandono», segundo a carta a que o «barlavento» teve acesso.
De acordo com Rogério Bacalhau, «há mais de 20 anos que não se faz uma manutenção de fundo» na doca. Em relação ao projeto da nova marina de Faro, o presidente da Câmara Municipal confirma que ainda está no horizonte municipal.
«Estamos a trabalhar com a Docapesca no sentido de lançar um concurso, no final deste ano, para a concessão da doca» problemática e «a construção de uma outra no espaço exterior. Esse processo está a andar».