Marques Mendes considerou correta a mensagem de Montenegro sobre concentração de votos nas presidenciais, mas rejeita ser o candidato do governo.
O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou correta a mensagem do líder do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a concentração de votos nas presidenciais, mas recusou ser o candidato do governo.
Em declarações aos jornalistas, no final de visita à feira semanal de Espinho, Marques Mendes respondeu a perguntas sobre dispersão de votos, um dia depois de Montenegro ter alertado que dispersão pode favorecer candidaturas populistas.
«Não, eu não o temo, mas eu acho que a mensagem é correta, é correta», afirmou, antes de Gouveia e Melo criticar o primeiro-ministro por condicionar a escolha do Presidente.
Marques Mendes alertou que «há uma grande dispersão de votos ao centro», situação «não boa para a democracia».
«Favorece o populismo por um lado, e favorece o experimentalismo por outro, e por isso eu acho que é mais saudável uma concentração de votos numa candidatura que é da moderação e que é da experiência», disse.
Questionado sobre ser visto como «candidato do governo», Mendes negou. «As pessoas dizem: o senhor é uma pessoa isenta e imparcial. Porque é verdade, eu critiquei muitas vezes a minha própria família política», declarou.
Mendes reforçou que, se for eleito, quer «ajudar a governar» com qualquer governo, exigindo resultados e mantendo cooperação institucional.
Na feira, o candidato recebeu cumprimentos calorosos, selfies e críticas sobre reforma e pensões. «Mensagem passada, mensagem passada», respondeu.
«Não são críticas a mim, são críticas à situação», acrescentou, sublinhando que experiência e estabilidade são essenciais para mudança.
Recorde-se que as eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro, com 11 candidatos. Caso nenhum consiga maioria, a segunda volta será a 8 de fevereiro.
Foto: Luís Marques Mendes.