O MAP Algarve dirigiu-se ao Parlamento, no mês de janeiro, com questões e problemas da Educação algarvia, tendo reunido com o PSD.
O Movimento Associativo de Pais do Algarve (MAP Algarve) é um grupo informal de mais de duas dezenas associações de pais que procura contribuir para as soluções da Educação na região, «cumprindo a obrigação que é de outros, assumindo a responsabilidade que outros deveriam ter assumido há muito e não o fizeram porque, de maneira incompreensível, se perpetua a política do nada fazer, acentuando ainda mais as diferenças da Educação no Algarve face àquilo que acontece no restante país».
Na opinião do coletivo, «este território em termos educativos parece fazer parte de outro país, tantas vezes parecendo esquecido pelo poder central. Os recentes resultados do Relatório Nacional PISA 2022 vêm acentuar estas diferenças como se atestam os lugares alcançados pelos alunos algarvios».
Nesse sentido, o MAP Algarve, com o objetivo «da defesa do superior interesse das suas crianças, que em nada são diferentes das restantes crianças do país», resolveu deslocar-se, no passado dia 11 de janeiro, à Assembleia da República, representado pela coordenadora Marta Rodrigues e pelo assessor Alberto Santos, «com uma agenda concreta de questões (e problemas específicos) da Educação algarvia, bem como uma preocupação clara em relação à forma como a descentralização de competências nesta área está a decorrer», justificam.
O primeiro partido com que o MAP Algarve se reuniu foi com o Partido Social Democrata (PSD), estando a ser já agendadas reuniões com as restantes forças políticas representadas no Parlamento.
«A Educação não é uma causa de um partido, tem que ser, de uma vez, um desígnio nacional», refere o movimento associativo.
Foi também aproveitada a oportunidade para ressalvar a importância que o MAP Algarve representa em todo este processo e o papel «fundamental» que representa para o sucesso educativo, solicitando que, «em definitivo, se legislasse no sentido de se valorizar os milhares de pais e encarregados de educação que, de forma voluntária, se envolvem neste movimento e procuram contribuir para uma melhor Educação, na sua escola, no seu concelho, no país», esclarecem na nota de imprensa enviada à redação do barlavento
E acrescentam: «não se pode continuar a exigir contribuição a estes pais e mães, sem as necessárias contrapartidas e o necessário tempo para o exercício das suas funções. O MAP é fundamental, mas, a tutela tem que perceber, e passámos essa ideia na Casa da Democracia, que tem que dar as condições ao exercício de tão nobre função».
O MAP Algarve acredita «que é possível fazer mais e melhor e, por isso, nada nos demove de defender as gerações de adultos do amanhã, o seu sucesso e a sua felicidade. Por isso esta audiência, assim como todas as outras que se seguirão, mais sentido fazem quando temos eleições à porta, em que mudanças efetivas na Educação urgem a todos os níveis e, neste caso, ainda mais para o Algarve. Os alunos algarvios merecem as mesmas oportunidades de sucesso dos restantes do país, algo que não tem acontecido apesar do continuo apregoar de uma Educação inclusiva», conclui o documento.
Recorde-se que este coletivo já tinha «denunciado o preocupante estado da Educação no Algarve» no final do mês de janeiro, tal como o barlavento noticiou.