Os vereadores do PSD na Câmara Municipal de Loulé apresentaram uma proposta para impedir o aumento do preço da água no concelho, que foi chumbado pelo PS.
Em reunião de Câmara de sexta-feira, dia 19 de fevereiro, pela voz de Cláudio Lima, presidente do PSD Loulé que intervinha na qualidade de vereador em regime de substituição, foi apresentada uma proposta no sentido de não acatar o aumento do tarifário da água decidido pelo governo e aprovado pela AMAL – Associação de Municípios do Algarve.
A proposta do Partido Social Democrata (PSD) Loulé que visava impedir o aumento dos preços da água e que está previsto entrar brevemente em vigor, foi chumbada pelo executivo municipal liderado pelo Partido Socialista (PS), lamenta aquela força de oposição, em nota enviada ao barlavento.
«O Partido Socialista em Loulé perdeu mais uma oportunidade de demonstrar às pessoas que lhe confiaram este mandato, a sua capacidade para tomar as melhores decisões. A situação grave que se vive de há alguns anos a esta parte de redução acentuada de precipitação, não é culpa dos consumidores finais. Mas quando se aumenta o preço da água, o sinal que é dado à população é que a culpa é das pessoas, quando sabemos que a responsabilidade maior é sim do governo e do executivo da Câmara Municipal de Loulé que pouco ou nada têm feito para atacar o problema na raiz», afirma Cláudio Lima.
É sabido que «que as condutas de abastecimento de água, da gestão e responsabilidade da Câmara, precisam de ser requalificadas por forma a diminuir as perdas que se verificam em Loulé. Dados da ERSAR, a entidade reguladora nesta área, revelou-nos que Loulé está em primeiro lugar a nível regional na lista de incumpridores quanto às perdas reais de água, com 2,8 milhões de metros cúbicos (m3), ou seja 30 por cento do que é faturado pela Águas do Algarve à Câmara de Loulé é perdido», acrescenta.
«Sabemos também que essa não é a única medida a tomar para resolver este grave problema, muitas são do governo central, mas este só se preocupou em fazer de conta que planeava, nunca em executar ao longo dos últimos 10 anos. E agora quem paga são sempre os mesmos», remata
Cláudio Lima finaliza a nota, afirmando que «esta decisão é intolerável e prejudica gravemente os interesses dos cidadãos, penalizando-os injustamente, dando a entender que a responsabilidade da má gestão da água é sua».