Prisma de Cristal era um suplemento publicado no jornal A Voz de Loulé entre 1956 e 1959 que foi semente da Poesia contemporânea. Edição é um homenagem a Casimiro de Brito.
Um dos mais antigos suplementos literários na história da imprensa portuguesa, o Prisma de Cristal, inserido no jornal A Voz de Loulé, entre 16 de outubro de 1956 e 15 de fevereiro de 1959 e criado pelo poeta louletano Casimiro de Brito, vai ser apresentado em edição fac-similada, na sexta-feira, dia 10 de setembro, na Casa do Meio-Dia, espaço sede da editora Sul, Sol e Sal, em Loulé.
Esse suplemento esteve na origem de um dos mais importantes movimentos literários do final século XX, gerando vultos da maior importância na Literatura portuguesa.
A apresentação pública da reprodução do já histórico Prisma de Cristal tem sido adiada devido à pandemia, pelo que só agora se concretiza no âmbito da Bienal Human XXI, iniciativa cultural da Câmara Municipal de Loulé.
Na sessão, farão intervenções o professor catedrático Pere Ferré, e o poeta, ensaísta e crítico literário António Carlos Cortez, autor do texto introdutório da edição.
Presente também na sessão a diretora de A Voz de Loulé, Nathalie Dias.
A reedição fac-similada é uma homenagem a Casimiro de Brito, criador e dinamizador da página literária verdadeira semente da poesia contemporânea que germinou em Loulé.
Casimiro de Brito tinha na altura 18 anos. Hoje tem 83. E vai estar presente neste evento.
Naquele suplemento de A Voz de Loulé, jornal fundado em 1952 que ainda hoje existe, publicaram dezenas de poetas oriundos do Algarve e de todo o país, de Espanha, de África ou do Brasil.
Jovens e consagrados. António Ramos Rosa, Emiliano da Costa, Fernando Midões, Afonso Cautela, Maria Rosa Colaço, Eduardo Olímpio e António Cabral são alguns dos nomes mais conhecidos.
Casimiro de Brito dirigiu em Faro a coleção de poesia A Palavra e, depois de passar por Londres, dirigiu com António Ramos Rosa os Cadernos do Meio-Dia, onde se revelaram os poetas do movimento Poesia 61.
Condecorado com a Ordem do Infante pelo Presidente da República Portuguesa, Casimiro de Brito foi também vice-presidente da Associação Portuguesa de Escritores e presidente do P.E.N. Clube Português.