Loulé quer chegar às 1500 habitações públicas em quatro anos após adquirir 60 fogos com apoio do PRR e anunciar novos concursos.
Loulé formalizou, na terça-feira, dia 24 de fevereiro, a aquisição de 60 novos fogos de habitação pública e quer lançar novos projetos nos próximos meses, com o objetivo de atingir 1500 respostas habitacionais em todo o concelho nos próximos quatro anos.
A escritura foi assinada numa sessão presidida pela secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa.
Os 60 fogos já construídos localizam-se na zona nascente da cidade e destinam-se a renda apoiada. Integrados em três lotes, dividem-se em 10% T1, 35% T2 e 55% T3.
A aquisição representa um investimento total de 15.117.773,16 euros, dos quais 85% são assegurados por comparticipação não reembolsável do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e 15% por capitais próprios do município.
Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, afirmou que a autarquia está a preparar novos procedimentos para contratar projeto e construção em simultâneo, com o objetivo de acelerar os processos.
«Queremos avançar o mais rápido possível com a contratação. Esperamos chegar às centenas de fogos», disse, adiantando que nos próximos dois meses deverão ser lançados os primeiros concursos.
A empresa municipal LC Global já identificou vários terrenos municipais e áreas de cedência para novos empreendimentos. Paralelamente, o Município pretende reforçar o apoio financeiro ao arrendamento, alargando o número de famílias beneficiárias.
A escritura resulta de um processo iniciado em 2023, com uma consulta pública ao mercado imobiliário, seguido de candidatura ao PRR.
Segundo a secretária de Estado, a Estratégia Local de Habitação de Loulé inclui 21 candidaturas, num investimento de cerca de 31 milhões de euros, correspondendo a 185 fogos.
Patrícia Gonçalves Costa referiu que, até ao momento, já foram executados 78% dos projetos aprovados. «A habitação pública é a estabilidade social e a concretização de projetos de vida para estas famílias», afirmou.
As famílias elegíveis para as novas habitações já foram apuradas.
Está previsto um sorteio no final de março ou início de abril para atribuição das primeiras 150 casas. Parte das habitações destina-se a casas de função para professores e profissionais das forças e serviços de segurança.








