Entre dinheiro e material, doações já ascendem aos 40 mil euros.
As comunidades de cidadãos estrangeiros residentes em Lagos, empresários locais e comunidade em geral, têm vindo a demonstrar a sua solidariedade para com o município e as entidades locais no esforço de combate à pandemia por COVID-19.
As doações em equipamentos de proteção individual (EPI’s) e a contribuição com verbas têm sido uma constante, atingindo até ao momento um valor depositado superior a 30000 euros na conta bancária solidária, ao qual acresce o valor de 10000 euros em EPI’s doados.
Recorde-se que a conta bancária solidária foi criada no âmbito do acordo de colaboração estabelecido entre a Câmara Municipal e a Santa Casa da Misericórdia de Lagos, para reunir os donativos das empresas, particulares e instituições que têm feito questão de contribuir.
Estes fundos «destinam-se à aquisição de equipamento de proteção para aqueles que estão na linha da frente na prestação de apoio às populações, estabelecimentos e profissionais, mais especificamente a hospitais da região, Centro de Saúde, forças de segurança, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Cruz Vermelha e Bombeiros, entre outros», explica o município.
Ontem, o presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, recebeu presencialmente, no Edifício Paços do Concelho Séc. XXI, os representantes da comunidade sueca e da comunidade francesa (esta última representada pela Associação «Les Copains de Lagos»), que fizeram questão de manifestar pessoalmente o seu empenho nesta causa comum.
No dia 6 de maio, a comunidade britânica já havia entregue um donativo de EPI’s à Associação dos Bombeiros Voluntários de Lagos. Entretanto, a revista Tomorrow Magazine e a TACT (Tomorrow Algarve Charity Trust) têm estado a dinamizar uma campanha de angariação de verbas destinadas a atribuir apoio alimentar, em articulação com a autarquia, a famílias de Lagos que estejam a passar por maiores dificuldades socioeconómicas.
Hugo Pereira agradeceu «a generosidade demonstrada por estas comunidades estrangeiras», assim como «aos empresários locais e demais entidades da sociedade civil que se mobilizaram e envolveram ativamente neste movimento de solidariedade para com as instituições que, no terreno, estão a prestar apoio à população no combate à pandemia».