A Juventude Social Democrata (JSD) do Algarve foi desafiada pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) da região a apresentar um conjunto de ideias e propostas que podem contribuir para criar uma estratégia de maior aproximação aos jovens.
«Reconhecendo o esforço efetuado pela Direção Regional do Algarve do IPDJ, que nos últimos três anos afirmou ter aumentado de 13 para 35 as associações inscritas no Registo Nacional do Associativismo Juvenil (RNAJ), e sabendo a JSD/Algarve da importância de, enquanto estrutura de jovens algarvios, se associar e colaborar para uma ainda maior dinâmica de crescimento associativo juvenil na região, enviámos ao diretor regional do IPDJ, Luís Romão, um conjunto de sugestões de acordo com quatro pontos estratégicos delineados» por aquele instituto, resume a JSD.
A JSD felicitou Luís Romão, diretor regional do Instituto no Algarve, por ter lançado este repto, mas também pela «dinâmica» que tem tido até esta data. A JSD acredita que está a contribuir, desta forma, para promover «uma maior troca de opiniões e sugestões», com vista a «melhorar o presente e o futuro daquela que hoje apenas é sede [do IPDJ], mas que o Algarve pretende que seja brevemente uma Casa da Juventude de referência, enraizada e de forte proximidade a todo o tecido associativo juvenil da região», sublinha a JSD em nota de imprensa.
Ao «barlavento», Carlos Gouveia Martins, presidente da Juventude Social Democrata (JSD) do Algarve, conta que esta estrutura política tem tido «uma forte ação própria», não atuando «em reação ao que os outros fazem ou dizem» e que tem pautado o seu «percurso em grande proximidade com as estruturas e entidades da região».
«Foi assim quando reunimos com o diretor regional da Agricultura e Pescas, com o presidente do Conselho de Administração da DOCAPESCA, as direções gerais da Associação Académica da UAlg, o presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve ou, como agora, o diretor regional do Algarve do IPDJ. Fazemos política de forma séria, construtiva e responsável e esta será sempre a forma de estar da JSD/Algarve, enquanto for presidente da estrutura», afirmou Carlos Gouveia Martins.
Quanto ao desafio lançado pelo IPDJ, por ser uma estrutura política de responsabilidade perante a região, em particular na representação dos jovens, a JSD sugere que seja «repensada a estratégia de informação e comunicação», primando por uma maior utilização das redes sociais, como o instagram e o facebook, para promover a sede do IPDJ.
Ainda com o objetivo de levar mais jovens à sede do IPDJ, poderiam ser criadas novas sessões de esclarecimento sobre os programas direcionados aos jovens (como o «Porta 65», a «Garantia Jovem») «ou até mesmo discutida a criação de novos programas» que beneficiem esta faixa da população, conforme explicou Carlos Gouveia Martins, presidente da JSD do Algarve, ao «barlavento».
A implementação do conceito de «Embaixadores do IPDJ Algarve», onde, ao longo do ano letivo, nas escolas do ensino secundário e básico, existam palestras a divulgar o IPDJ e a importância do órgão para os jovens da região é outra das propostas.
O Cartão Jovem, que durante anos tem sido uma fonte de descontos e outros benefícios para esta faixa etária, também não ficou esquecido pela JSD, que afirma que este poderia ser mais divulgado junto das gerações mais jovens, bem como os benefícios que este oferece junto dos parceiros.
No que toca a valências a ser criadas e à estratégia de dinamização dos espaços dedicados a este grupo etário, a JSD do Algarve acredita que uma das hipóteses a ponderar seria a promoção de um concurso (Ideias para o teu Algarve) direcionado às escolas. A intenção seria que os estudantes refletissem e apresentassem propostas de política da juventude. «Os grupos vencedores (com as melhores ideias ou propostas) teriam a oportunidade de participar num debate final a ser organizado nas instalações do IPDJ», explica a JSD/Algarve, avançou Carlos Gouveia Martins.
Por outro lado, aliando a cultura a estas propostas, a Juventude Social Democrata lança ainda algumas propostas que poderiam ser acolhidas pelo IPDJ, como a promoção de um festival musical na sede do IPDJ, de jovens para jovens, ou a disponibilização de uma parede que sirva como uma mural para a arte urbana dos mais jovens.
Neste caso, da ligação à cultura, na visão da JSD, a interligação com a mostra associativa Faro Jovem, onde o vencedor do concurso de arte urbana decorrente nessa iniciativa, poderia ter a oportunidade de ter um espaço para divulgar a sua arte, esclarece a estrutura política social-democrata.
Outra mais valia seria uma cooperação com a Escola de Hotelaria e Turismo de Faro para a realização de um concurso de showcooking, mas também a realização de um encontro anual entre as associações inscritas no Registo Nacional de Associativismo Jovem (RNAJ). Assim, teriam a oportunidade de mostrar a sua intervenção na população jovem e partilhar novas estratégias para atrair a comunidade juvenil.
E a ajuda das associações juvenis poderia ser valiosa para dinamizar a estratégia do IPDJ, se fosse criado um protocolo entre o Instituto e as associações inscritas no RNAJ, incentivando assim «visitas regulares à sede do IPDJ no Algarve». Nestas visitas, os jovens contactariam mais de perto com este local, mas também com as atividades daquele organismo.
As associações, em contrapartida, seriam um bom elo para auxiliar na divulgação da informação relativa às valências do IPDJ e dos espaços existentes, através dos canais internos dessa associação, sendo outra das sugestões o incentivo a que essas associações inscritas no RNAJ utilizassem a sede para realizar algumas das suas atividades.
A IPDJ quer chegar à meta da meia centena de associações juvenis inscritas no RNAJ no Algarve, mas, para isso, terá que, na visão da JSD, criar mais incentivos para a inscrição das associações, introduzir um sistema de decisão partilhada. Isto é, quem estiver inscrito no Registo terá um poder de decisão maior, durante o processo de estabelecimento de metas e objetivos, a atingir pelo IPDJ na dinamização de políticas direcionadas aos jovens.
A última sugestão deixada pela JSD/Algarve, segundo o documento a que o «barlavento» teve acesso seria a promoção do associativismo no ensino básico.