A JP Faro critica o Orçamento Municipal de Faro para 2026, considerando-o insuficiente e alertando para cortes no investimento e impacto negativo nas famílias.
A Juventude Popular (JP) Faro critica o Orçamento Municipal de 2026 de Faro, aprovado em Assembleia Municipal em dezembro de 2025, considerando que o documento revela falta de visão estratégica e deixa as famílias farenses para trás.
O orçamento para 2026 ascende a 83,5 milhões de euros, menos 18,5 milhões do que o orçamento total de 2025. A JP Faro sublinha ainda que a despesa de capital sofre um recuo de cerca de 24 milhões de euros, comprometendo de forma séria a capacidade de investimento do município.
Para a estrutura juvenil, trata-se de um orçamento de contenção, incapaz de responder às múltiplas problemáticas municipais num contexto cada vez mais exigente, marcado por desafios sociais, económicos e habitacionais.
Segundo a JP Faro, este documento orçamental não reflete a responsabilidade nem a dimensão de Faro enquanto capital do Algarve, limitando o potencial de crescimento, modernização e competitividade inter-regional da cidade.
A organização aponta ainda cortes na ordem dos 29 milhões de euros em projetos e investimentos estruturantes, o que, na sua perspetiva, compromete o desenvolvimento sustentado do concelho.
No que respeita às famílias, a JP Faro considera que as expectativas de uma mudança significativa na política fiscal e nas despesas gerais não foram correspondidas.
Apesar da descida de 0,5% no IRS municipal, a estrutura juvenil afirma não existir um reforço relevante dos incentivos às famílias nem a criação de novos programas sociais de apoio às redes familiares.
A isto soma-se, segundo a JP Faro, a nova subida da tarifa da água prevista para 2026, que volta a sobrecarregar os residentes do concelho.
Para a organização, esta discrepância entre o discurso eleitoral e a execução orçamental demonstra a ausência de uma estratégia credível para responder aos problemas que afetam as famílias farenses.
«Promessas não constroem casas, anúncios não fixam pessoas e planos adiados não resolvem emergências sociais», refere a JP Faro em comunicado, defendendo que a política municipal deve colocar a família no centro da ação pública.
A JP Faro afirma defender um orçamento orientado para as necessidades reais das famílias, com políticas públicas inovadoras e foco em áreas estruturantes como a educação, a justiça fiscal, a habitação acessível e apoios sociais eficazes.
Na sua perspetiva, Faro precisa de definir metas claras, mensuráveis e exequíveis, cumprindo os compromissos assumidos com os cidadãos.
A estrutura juvenil conclui que, sem visão, ambição e ação, Faro arrisca-se a comprometer o futuro das suas famílias e, com isso, a sua capacidade de dinamizar a economia local, promover a inovação e criar oportunidades para as próximas gerações.