O ciclista português João Almeida considera que «faz sentido» competir na Volta à Itália e que a corrida deste ano será «uma boa oportunidade» para ganhar e tentar cumprir o que considera ser «um objetivo de carreira».
«Inicialmente, o plano era fazer Tour e Vuelta. Mas, depois de discutir com a equipa, chegámos à conclusão que… Eu preferia fazer o Giro, a equipa concordou e mudámos isso», afirmou o corredor da UAE Team Emirates, ontem, em conferência de imprensa realizada numa unidade hoteleira de Silves, no Algarve, onde cumpre estágio durante todo o mês de janeiro.
Almeida considerou «que faz sentido voltar ao Giro, também para mudar um pouco o calendário», além de se tratar «de uma boa oportunidade para tentar ganhar a corrida».
Se não ganhar, o vice-campeão da Vuelta2025 quer «estar o mais perto possível» disso, acrescentou, rejeitando ter «contas a ajustar» com uma prova em que foi terceiro classificado em 2023 e quarto em 2020, depois de andar 15 dias vestido de rosa.
«Obviamente que as corridas que não ganhamos, gostamos sempre de conseguir ganhar. Tenho uma história bonita com o Giro, mas, no fundo, é só mais uma corrida. E vamos lá com o objetivo de dar o nosso melhor, esperando sair por cima dos outros», salientou.
O ciclista português, que também vai ser aposta da UAE Team Emirates na Volta a Espanha de 2026, falhando deste modo o Tour, em que foi quarto em 2024, atribuiu mais valor ao Giro, apesar de colocar as duas «grandes» ao mesmo nível na planificação inicial da temporada.
«Em termos de planificação, [Giro e Vuelta] têm a mesma importância. Vamos preparar-nos para ir na nossa melhor forma e tentar fazer o melhor possível. Pessoalmente, o Giro, também em termos de atenção mediática e valor, se calhar é um bocadinho superior, mas ambas as corridas são muito importantes e uma vitória em qualquer das duas seria fenomenal», destacou.
O corredor de A-dos-Francos, de 27 anos, vincou que ganhar uma grande Volta continua a ser «um objetivo de carreira» e prometeu: «Vou dar o meu melhor para fazer isso acontecer».
Em relação à concorrência, frisou que não teme a presença no Giro do dinamarquês Jonas Vingegaard, da Visma-Lease a Bike, duas vezes campeão do Tour, em 2022 e 2023, que o derrotou na luta pela geral da Vuelta do ano passado.
«Acho que é uma coisa boa, acaba por me favorecer. Vou ter um adversário muito forte. Mas também acaba por me motivar a dar mais de mim», referiu.
O melhor voltista português da atualidade espera contar com a ajuda do compatriota António Morgado, colega de equipa na UAE Team Emirates, que se vai estrear em grandes Voltas em Itália.
«O António pode ajudar-me em todo o tipo de terreno. É um corredor muito forte, ainda bastante jovem, tem muito para aprender, muito talento. Vejo-o, no futuro, a discutir corridas de uma semana, mas nas clássicas também é muito bom, e é se calhar a corrida que mais se lhe adequa. Mas acho que ele ainda se está a descobrir, é jovem e vejo nele um futuro muito brilhante, com muito potencial, espero que seja aproveitado», concluiu.
O ciclista disse também que «seria uma honra» conseguir vencer a Volta ao Algarve 2026, tal como o barlavento noticiou.