O Jardim das Comunidades, em Almancil, conta agora com um total de cinco caixas-ninho para aves e sete hotéis para insetos.
De forma a assinalar o Dia Internacional da Biodiversidade, a Câmara Municipal de Loulé dinamizou, no sábado, dia 25 de maio, em colaboração com a Associação Vita Nativa, uma atividade de construção de caixas-ninho, uma das muitas medidas que se podem implementar nas cidades para conservar ou aumentar a biodiversidade nos espaços urbanos.
Esta atividade decorreu no Jardim das Comunidades, em Almancil, local que tem sido alvo de várias ações de educação e sensibilização ambiental com escolas e que conta já com sete hotéis para insetos e cinco caixas-ninho para aves.
Os hotéis para insetos contribuem para conservar a biodiversidade local, oferecendo abrigo a diferentes espécies de insetos, que estão na base da cadeia alimentar de muitos animais, sendo fundamentais na reprodução/produção de várias plantas/alimentos para benefício humano, através da polinização.
É ainda uma forma de sensibilizar os cidadãos para a importância da conservação destes pequenos animais, bem como na adoção de boas práticas ambientais
As caixas-ninho têm como objetivo principal potenciar a fixação de mais aves em meio urbano e, ao mesmo tempo, sensibilizar a sociedade para a importância ecológica destas espécies no nosso quotidiano, nomeadamente no papel que detêm no controlo de pragas biológica.
Ainda no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Biodiversidade realizou-se, na terça-feira, dia 28 de maio, em colaboração com o município de Loulé, a 2.ª Ação de Formação sobre espécies exóticas invasoras no âmbito do Projeto STOPennisetum, na Escola Profissional Cândido Guerreiro, em Alte, dinamizada pela Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF – World Wide Fund for Nature.
Recorde-se que o Dia Internacional da Biodiversidade celebra-se a 22 de maio, data que marca a adoção do texto da Convenção sobre a Diversidade Biológica, no ano de 1992.
O tema para este ano de 2024 foi «Faça parte do Plano», um apelo à ação, para que, entre todos, se inverta a perda de biodiversidade, apoiando a aplicação do Quadro Mundial para a Biodiversidade de Kunming-Montreal, também designado por Plano de Biodiversidade.
Pretendeu-se assim, com estas ações realizadas um pouco por todo o mundo, contribuir para alcançar alguns dos objetivos do Plano de Biodiversidade, nomeadamente: restaurar 30 por cento dos ecossistemas degradados a nível mundial (tanto na terra como no mar) até 2030; conservar e gerir 30 por cento das zonas (terrestres, interiores, costeiras e marinhas) até 2030; pôr termo à extinção das espécies conhecidas e, até 2050, reduzir 10 vezes o risco de extinção e a taxa de extinção de todas as espécies (incluindo as desconhecidas).

