Investimento imobiliário comercial atingiu 1,8 mil milhões de euros até setembro, impulsionado por retalho e hotelaria, segundo relatório da Savills.
O investimento imobiliário comercial em Portugal cresceu para 1,8 mil milhões de euros até setembro, um aumento superior a 60% face ao período homólogo, com fundos de investimento e sociedades imobiliárias a representarem mais de metade das transações.
Os dados constam do relatório Market Outlook Q3 2025, da Savills, que indica que só no terceiro trimestre o investimento atingiu 572 milhões de euros, uma subida de 50% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
No acumulado até setembro, os setores do retalho e da hotelaria concentraram, em conjunto, mais de metade do investimento realizado, com crescimentos homólogos de 99% e 21%, respetivamente.
No segmento do retalho, os centros comerciais foram identificados como «a classe de ativos mais dinâmica», captando mais de 500 milhões de euros junto de fundos institucionais e de private equity.
Na hotelaria, o investimento ascendeu a 390 milhões de euros, com a procura a incidir sobretudo no Algarve e na Grande Lisboa. Desde o início do ano, a Savills registou a abertura de 59 novos hotéis, que acrescentaram mais de 5.600 quartos à oferta nacional.
O mercado de escritórios apresentou sinais de recuperação, beneficiando de níveis de ocupação estáveis e de escassez de oferta em localizações centrais. Até setembro, o investimento neste segmento atingiu 235 milhões de euros, cerca de 13% do total.
No segmento industrial e logístico, o investimento acumulado até setembro chegou a 148 milhões de euros, superando os volumes registados nos dois anos anteriores.
Com o volume médio por transação a aumentar 47% entre janeiro e setembro, o relatório refere que, «após um período de ajustamento de expectativas motivado pela subida das taxas de juro, começam a surgir sinais claros de estabilização do mercado».
A Savills antecipa que 2025 possa encerrar como «o terceiro, ou mesmo o segundo melhor ano de sempre» para o investimento imobiliário comercial em Portugal, segundo Pedro Figueiras, Head of Capital Markets da empresa.
Foto: Bruno Filipe Pires