O licenciamento de edifícios cresceu 4,3% no segundo trimestre de 2025, para 6,5 mil, mas o número de construções concluídas caiu 15%, segundo o INE.
O número de edifícios licenciados para obras subiu 4,3% para 6,5 mil no segundo trimestre, em relação ao período homólogo, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), enquanto o número de edifícios concluídos baixou.
Numa nota divulgada na sexta-feira, sobre obras licenciadas e concluídas, o INE aponta que entre abril e junho «foram licenciados 6,5 mil edifícios, um aumento de 4,3% face ao período homólogo», embora «significativamente abaixo da variação de 27,6% registada no primeiro trimestre de 2025».
Entre a construção nova, o licenciamento subiu 4,4% em termos homólogos, também abrandando face à subida de 31,6% verificada nos primeiros três meses do ano.
Já entre a reabilitação, o aumentou foi de 6,1% em termos homólogos, desacelerando em relação aos 20,4% até março.
Entre abil e junho foram concluídos 3,9 mil edifícios, menos 15% em termos homólogos, e um agravamento face à descida de 10,5% nos primeiros três meses.
Segundo a mesma informação, entre a habitação familiar, o número de fogos licenciados em construções novas «aumentou 17,9%, abaixo do crescimento de 39,1% registado no trimestre precedente», enquanto o número de fogos concluídos «apresentou uma redução de 4,4%, após a variação positiva de 16,1% no primeiro trimestre de 2025».
Assim, em comparação com o trimestre anterior, «o número de edifícios licenciados diminuiu 9,3%, enquanto o de edifícios concluídos recuou 0,6%».
De acordo com o INE, «a maioria das regiões do país registou aumentos no número de edifícios licenciados, com exceção da Região Autónoma dos Açores (-26,3%), do Algarve (-5,6%) e do Alentejo (-2,8%)».
A Península de Setúbal (17,3%), Oeste e Vale do Tejo (10,2%), Centro (+8,2%) e Norte (+4,8%) tiveram os crescimentos mais expressivos, enquanto a Região Autónoma da Madeira teve uma variação nula.
Já no que diz respeito aos edifícios concluídos, apenas a Região Autónoma da Madeira teve um crescimento (26,2%), contrastando com as descidas na Grande Lisboa (-27,4%), Oeste e Vale do Tejo (-25,8%), Região Autónoma dos Açores (-23,0%), Algarve (-22,2%) e Península de Setúbal (-20,7%).
Foto: Bruno Filipe Pires