No parque da empresa, localizado na estrada para o aeroporto, encontram-se aproximadamente de 200 viaturas milimetricamente estacionadas sendo que 27 arderam na totalidade e não têm qualquer recuperação possível. Como os carros se encontravam parqueados a poucos centímetros de distância, os bombeiros não tiveram as melhores condições para combaterem as chamas, pelo que tiveram de caminhar por cima das viaturas.
O «barlavento» esteve no local poucas horas depois do incidente. Ainda era possível sentir o intenso cheiro dos materiais carbonizados e combustíveis. Fernando Tempera, um dos sócios-gerentes da empresa algarvia LuzCar, explicou ao «barlavento» que felizmente o incêndio terá sido reportando por um morador ali perto, e que os «bombeiros deslocaram-se muito rapidamente até ao local», evitando desta forma, um cenário que poderia ter sido ainda pior.
Ainda não há uma explicação para a origem do incêndio mas o proprietário avança uma suspeita.
«Uma das situações mais recorrentes ao longo dos anos é furarem os tanques de gasolina com berbequins para roubarem combustível. Porém, não temos a certeza de nada. Não sabemos se foi isso que aconteceu e o que correu mal», lamenta.
Os carros atingidos têm no máximo três anos de uso, sendo que muitos tinham matrículas com apenas alguns meses. O proprietário estima um prejuízo em cerca de 150 mil euros, embora o levantamento e avaliação ainda se encontre a decorrer neste momento.
Os carros não tinham seguros, uma vez que por ser época baixa estavam «parados e parqueados. Escusamos de pagar seguro. De qualquer forma, o seguro que costumamos fazer nós e a maioria das outras rent-a-car, não inclui risco de incêndios e danos próprios… Apenas seguro contra terceiros. Portanto, o prejuízo é todo por nossa conta».
O caso está agora a ser investigado pela polícia judiciária, que esteve durante a manhã no local a recolher indícios.