O Ministério da Saúde deverá concluir até ao final do primeiro trimestre de 2016 uma avaliação ao modelo de funcionamento do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) e ter clarificadas as medidas a adotar.
A garantia foi dada pelo ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes na sequência de uma interpelação do deputado socialista Luís Graça, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, conforme avança o Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS), em nota de imprensa.
O deputado socialista algarvio questionou o responsável pela tutela «sobre a disponibilidade do Ministério da Saúde avançar com uma avaliação independente e isenta ao funcionamento do CHA e o impacto da sua gestão nos últimos quatro anos».
Luís Graça referiu, a título de exemplo, «o recente caso da morte de um doente de Tavira transferido para Coimbra, por inexistência de recursos para o tratamento no Algarve e alegada indisponibilidade do Hospital de São José, em Lisboa».
Esta foi a oportunidade para o socialista questionar Adalberto Campos Fernandes sobre «as medidas que estão a ser equacionadas para atrair mais médicos para o Algarve e a forma como o atual modelo de referenciação tem respondido às solicitações das zonas mais periféricas do país».
O responsável pela pasta da saúde admitiu que «o Algarve é um problema na resposta do Serviço Nacional de Saúde e apontou a necessidade de serem identificadas as incidências que têm feito do Algarve uma região tão difícil de gerir, assumindo a região como alvo prioritário da ação do seu Ministério», lê-se na mesma nota.
O ministro da Saúde Adalberto Campos anunciou parcerias estratégicas com as áreas da economia e da ciência, que promoverão «coligações virtuosas» na criação de valor, em áreas como a investigação científica e biomédica.
O responsável avançou ainda que está em cima da mesa a criação de um Centro Académico de Medicina no Algarve, a exemplo do que existe no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e a adoção de medidas de diferenciação positiva, como a progressão nas carreiras, para a atração e fixação de médicos na região.
O deputado socialista considera que «as medidas anunciadas pelo ministro da Saúde são decisivas para a recuperação do Serviço Nacional de Saúde na região, depois de quatro anos de destruição da oferta pública».