Um investimento de 17 milhões de euros, apoiado por fundos europeus, vai reforçar a resposta oncológica no Algarve até 2027.
Os fundos europeus geridos pelo Programa Regional Algarve 2030 estão a financiar um investimento global de 17 milhões de euros destinado a reforçar os cuidados de saúde hospitalares na região, com especial incidência na área da oncologia, num projeto a desenvolver até 2027.
Os primeiros investimentos desta candidatura foram inaugurados na segunda-feira, dia 26 de janeiro, em Faro, pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no Hospital Central do Algarve.
A candidatura foi apresentada pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve e visa a implementação do Centro Oncológico Regional Integrado do Sul (CORIS).
Do investimento total, 10,23 milhões de euros correspondem a financiamento comunitário, sendo o restante assegurado por verbas nacionais.
O projeto assenta numa estratégia de valorização das infraestruturas já existentes no Serviço Nacional de Saúde, sendo complementado pela criação do CORIS, que ficará localizado em Loulé.
No âmbito desta parceria, a autarquia de Loulé cedeu um terreno para a construção do edifício e atribuiu 1,4 milhões de euros para a contrapartida nacional da candidatura.
A implementação do investimento permitirá uma resposta integrada aos doentes oncológicos da região, estruturada em três eixos fundamentais: prevenção e diagnóstico precoce, tratamento específico e cuidados ao doente oncológico.
Ao nível do tratamento, está previsto o reforço e modernização dos blocos operatórios das três unidades hospitalares do Algarve — Faro, Portimão e Lagos — através da aquisição de equipamentos de cirurgia endoscópica avançada, microscopia cirúrgica, torres de vídeo, anestesia e sistemas de suporte crítico, como o ECMO.
Reconhecendo a crescente importância da pneumologia oncológica, o projeto prevê ainda o reforço da capacidade diagnóstica e terapêutica com equipamentos de videotoracoscopia (VATS) e de diagnóstico funcional respiratório.
As farmácias hospitalares, nomeadamente a de Portimão, serão igualmente modernizadas, garantindo condições mais seguras e eficientes na preparação de terapêuticas complexas, como quimioterapia e imunoterapia.
Segundo as entidades envolvidas, estas medidas permitirão que, a partir de 2027, os doentes oncológicos do Algarve tenham acesso a tratamentos modernos e eficazes sem necessidade de deslocações prolongadas para outras regiões do país.
O investimento enquadra-se nos objetivos do Programa Regional Algarve 2030, sob responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, nomeadamente a promoção da igualdade no acesso aos cuidados de saúde, o reforço da resiliência do sistema de saúde e a transição para cuidados mais centrados na proximidade e na família.
José Apolinário, presidente da CCDR do Algarve, sublinha que os fundos europeus de coesão «continuam a afirmar-se como um instrumento decisivo para elevar a qualidade dos cuidados de saúde públicos na região e reduzir as desigualdades regionais no acesso a cuidados especializados».
