Tertúlia Farense inaugurou, no Parque Ribeirinho de Faro, um Memorial em homenagem a Fernando Silva Grade (1955 – 2019).
A Tertúlia Farense inaugurou, no Parque Ribeirinho de Faro, um Memorial em homenagem a Fernando Silva Grade, falecido inesperadamente em 2019, com 64 anos.
Grade, além de ser um relevante artista plástico farense, foi um corajoso e acérrimo defensor do património ambiental e cultural algarvios. Defendeu, ao longo de toda a sua vida, o património ambiental e paisagístico, o património construído, o património cultural e identitário algarvios.

O Memorial está centrado num imponente bloco bruto de rocha calcária algarvia, com mais de 10 toneladas, enquadrado numa «moldura» em aço corten, da autoria de Amélia Santos.
E está localizado no Parque Ribeirinho de Faro, um espaço verde que confina com o Parque Natural Ria Formosa, desde quinta-feira, dia 20 de julho, data em que foi inaugurado.
Fernando Silva Grade pintava as formações rochosas algarvias, sendo um dos seus principais temas. E do local do Memorial, junto ao Passeio do Parque Ribeirinho com o seu nome, «podemos fruir e contemplar a natureza e o paraíso que é Ria Formosa».
O concelho de Faro e o Algarve (ainda) têm um enorme potencial no seu território. Como o Algarve deixou de ouvir a voz vibrante de Fernando Silva Grade, única e incessante na sua proteção, a Tertúlia Farense pretende, com este Memorial, influenciar e perpetuar, nos agentes políticos e sociedade civil, os valores subjacentes ao seu admirável trabalho de cidadania e de intervenção cívica ativa na defesa do património algarvio, com consequências práticas na verdadeira preservação e valorização do território algarvio.
A Tertúlia Farense convida todos a fazerem parte deste Memorial, um «quadro vivo» que começou a ser pintado pelo Fernando Silva Grade e que, «a partir de agora, é de todos nós».
O grupo agradece a todos os que contribuíram para a execução deste Memorial e para o momento festivo em que decorreu a sua inauguração, com destaque para a Algarbritas, SA, um colecionador, que solicitou anonimato, e a União de Freguesias de Faro, entre muitos outros amigos.

