Faro e Lagos aderem ao dia nacional de luta pela habitação com protestos a 21 de março e ações que denunciam aumento dos preços no Algarve.
Faro e Lagos juntam-se, no dia 21 de março, a manifestações pelo direito à habitação, no âmbito do Dia Nacional de Luta promovido pelo movimento Porta a Porta — Casa para Todos.
As iniciativas decorrem no sábado, num contexto de aumento dos preços e maior dificuldade no acesso à habitação.
Em Lagos, a manifestação começa às 10h30, na Rua Victor da Costa e Silva, junto à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
Em Faro, a concentração está marcada para as 15h00, no Jardim Manuel Bívar, junto ao coreto.
Segundo o movimento, as ações pretendem reivindicar casas dignas e a preços acessíveis, bem como rendas mais baixas e reguladas.
O protesto surge num momento em que o acesso à habitação se tornou mais difícil.
De acordo com dados recentemente divulgados, o esforço financeiro das famílias para arrendar casa atingiu cerca de 80% a nível nacional no último trimestre de 2025, chegando a 90% no distrito de Faro.
Na compra de habitação, a taxa de esforço situou-se em cerca de 70% no país e atingiu 97% no distrito de Faro.
Desde 2022, no Algarve, os preços das casas subiram entre 65.000 e 106.000 euros, enquanto as rendas aumentaram entre 300 e 570 euros mensais.
No mesmo período, os rendimentos na região cresceram entre 170 e 240 euros.
Em Faro, o valor médio de compra atingiu 3.447 euros por metro quadrado e, em Lagos, 4.553 euros por metro quadrado.
As ações inserem-se numa mobilização nacional que reivindica o direito à habitação, previsto na Constituição da República Portuguesa.
Foto: Porta a Porta — Casa para Todos.