De que se trata quando se fala de «elitismo» na cultura? Quais são as «elites»? Como se formam? Há «minorias culturais»? É a mesma coisa que falar de «nichos»?
O Irish Arts Council defendeu há uns anos uma postura de exigência, apreciação e admiração pelo melhor, e de não aprovação da mediocridade. Opôs-se tanto à vontade de equiparar o sucesso comercial com qualidade da arte, como à da falta de sucesso comercial com o elevado valor artístico. E defendeu o «elitismo para todos». Será este um oxímoro? A acessibilidade, o trabalhar «para todos», não implica trabalhar para e com minorias? Será esta uma atitude elitista?
Muitas questões, muitos conceitos que precisam de ser discutidos, analisados, esclarecidos. Em Faro, os convidados são Alexandre Barata (Xana), artista visual; António Branco, Reitor da Universidade do Algarve; Rui Penas, actor e Sandra Boto, professora da Universidade do Algarve. A moderação estará a cargo de Anabela Afonso. A entrada é livre.
Sobre a Acesso Cultura
A Acesso Cultura herda e dá seguimento ao trabalho desenvolvido pelo GAM – Grupo para a Acessibilidade nos Museus. Criado em 2003, o GAM funcionou até 2013 como um grupo informal de trabalho. Juntou membros institucionais e individuais, museus e profissionais de museus.
Em junho de 2013 o GAM – Grupo para a Acessibilidade nos Museus deu lugar à Acesso Cultura, Associação Cultural. A Acesso Cultura alargou o âmbito da sua ação para todo o sector cultural e tem por objeto a melhoria das condições de acesso – nomeadamente físico, social e intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural. A Acesso Cultura foi criada por 17 sócios fundadores. Hoje em dia, conta com 120: 108 individuais (profissionais da cultura) e 12 institucionais (museus, teatros, companhias de dança).
Objetivos
No sentido de cumprir sua missão, a Acesso Cultura:
– Organiza formações nas áreas ligadas à acessibilidade;
– Realiza auditorias e consultorias técnicas em espaços culturais (em construção ou existentes), no sentido da promoção e aplicação dos princípios de acessibilidade e apoio na implementação das consequentes recomendações;
– Organiza seminários, conferências e workshops, com o objetivo de criar um fórum de debate e de promoção de boas práticas;
– Promove e participa no desenvolvimento de projetos de investigação, aplicada na área de acessibilidade;
– Participa em projetos que procurem promover a reflexão e as boas práticas relativas à acessibilidade;
– Divulga notícias e estudos relativos à acessibilidade;
– Procura estabelecer relações de cooperação com organismos congéneres, nacionais ou estrangeiros ou outros que se revelem úteis à prossecução dos seus fins.