O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anuncia uma greve dos profissionais da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve para os dias 2, 8 e 9 de maio, em protesto contra «a degradação das condições de trabalho».
A Direção Regional de Faro do SEP, em nota enviada às redações, denuncia «o aumento dos pedidos de exoneração, motivados pela insatisfação crescente dos enfermeiros, muitos dos quais optam pela emigração, pelo sector privado ou até pelo abandono da profissão. Em alguns serviços da ULS Algarve, a atividade está a ser assegurada apenas através de trabalho extraordinário programado».
Os enfermeiros agora reivindicam três medidas principais: o pagamento dos retroativos devidos desde 2018, a majoração do pagamento do trabalho prestado em feriados e domingos para 200% e a atribuição da menção qualitativa de «BOM» a todos os profissionais na avaliação de desempenho.
O SEP sublinha que a Administração da ULS Algarve «tem autonomia para implementar estas medidas, consideradas fundamentais para a retenção de profissionais no serviço público. A ausência de respostas às reivindicações levou os enfermeiros a avançar para a greve».
«Todas as greves só se concretizam se as partes não encontrarem forma de aproximar posições. Como sempre, estamos disponíveis para suspender a greve, caso a Administração reúna, assuma compromissos e, posteriormente, os cumpra», refere o sindicato.
O SEP vai realizar uma conferência de imprensa no dia 2 de maio, às 11h00, à porta do Hospital de Faro.