A depressão Martinho fez as turbinas girarem e a energia eólica bater recordes em Portugal, no dia 19 de março, informou a REN – Redes Energéticas Nacionais.
A produção de energia eólica atingiu novos máximos históricos em Portugal, na quarta-feira, dia 19 de março de 2025, uma consequência dos ventos fortes da depressão Martinho, informou a REN – Redes Energéticas Nacionais em comunicado.
Nesse dia, a produção total diária de energia elétrica gerada pelo vento atingiu os 112,4 GWh, batendo os 110,3 GWh registados a 24 de novembro de 2024, além de permitir uma nova potência eólica máxima de 5080 MW, às 12h15, ultrapassando os 5034 MW obtidos às 13h45 de 29 de fevereiro de 2024.
A produção eólica registada na quarta-feira abasteceu 56 por cento do consumo de eletricidade registado no país, salienta o operador da rede nacional.
No mesmo dia, a totalidade da produção renovável foi responsável pelo abastecimento de 92 por cento das necessidades de energia elétrica do país.
Desde o início do ano, a produção renovável representa 79 por cento do consumo nacional repartida pela hídrica com 39 por cento, a eólica com 28 por cento, a solar com sete por cento e a biomassa com cinco por cento.
«Estes registos confirmam que Portugal tem mantido uma trajetória sustentável na progressiva incorporação de fontes renováveis endógenas, enquanto mantém os objetivos primordiais de segurança de abastecimento e de qualidade de serviço no Sistema Elétrico Nacional, mesmo em situações mais adversas», conclui a REN.
No mês passado, a produção renovável abasteceu 78 por cento do consumo de energia elétrica em Portugal. Tal como em janeiro as condições voltaram a ser muito favoráveis para a energia hidroelétrica, com um índice de produtibilidade de 1,28 ( média histórica igual a 1).
Em sentido oposto, diz a REN, tanto nas eólicas como nas fotovoltaicas as condições foram particularmente desfavoráveis, com os índices respetivos a registarem 0,71 e 0,83, respetivamente.
No caso da energia solar, o contínuo aumento da potência instalada permitiu manter crescimentos homólogos elevados (27 por cento), com a potência entregue à rede a atingir pela primeira vez pontas da ordem de 2800 MW.
No período de janeiro e fevereiro, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,25, o de produtibilidade eólica em 1,00 e o de produtibilidade solar em 0,82.
Foto: João Lázaro.