Depressão Kristin obriga o futuro Presidente a assumir papel central na reconstrução e na resposta estrutural do Estado aos danos registados.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que o futuro chefe de Estado terá um papel muito importante a desempenhar na sequência da catástrofe que atingiu o país com a passagem da depressão Kristin.
«O futuro Presidente terá um papel muito importante a desempenhar daqui a 30 dias. Unificador, claro. Isto é profundo, tem consequências e implica mexidas em redes elétricas, sistemas de comunicação e por aí adiante.»
Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, onde se deslocou para ver no terreno as consequências e os prejuízos causados pela depressão Kristin.
«As autarquias e as populações esperam um papel fundamental do Estado. É muito importante o contributo dos fundos europeus. E isto não se vai resolver num dia, numa semana, num mês, dois meses, três meses. Vai exigir mais do que isso», disse.
O chefe de Estado lembrou que é importante ensaiar o maior acordo possível, por se tratar de um problema de todos.
«Esta é uma mensagem de que eu fiquei ciente ao vir para o terreno», frisou.
«Eu não tinha a noção de que fosse tão grave o que tinha acontecido e de consequências e efeitos que vão exigir uma ação solidária coletiva e que dura mais do que aquilo que poderia parecer e que algumas vezes se trata com alguma leveza», sustentou.
Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que o país já tem muita noção daquilo que aconteceu, «mas não tanto quanto isso».
«Se fosse somar os prejuízos que vi, os que já me contaram, só estes… agora somem todos os outros. Estamos a falar de um desafio que não é comparável aos grandes incêndios que tivemos e que tiveram consequências dramáticas na vida das pessoas, mas não com este caráter tão profundo em termos de estruturas, habitações e infraestruturas», realçou.
O Presidente da República lembrou ainda que aquilo que aconteceu agora pode voltar a acontecer.
«Ninguém está preparado para acontecer o que nunca tinha acontecido», disse.