Especialistas nacionais e internacionais reúnem-se em Faro e Loulé para discutir como as artes podem combater o idadismo e promover um envelhecimento criativo, a 18 e 19 de setembro.
Loulé e Faro recebem a segunda edição da Conferência Internacional Arte, Cidadania e Idadismo no Envelhecimento, um encontro que cruza investigação, práticas artísticas e políticas públicas para repensar o papel das artes na longevidade e na construção de uma sociedade mais inclusiva e intergeracional, nos dias 18 e 19 de setembro.
Ao realizar-se no Algarve, esta edição reforça a importância da descentralização cultural e académica em Portugal, afirmando a região como lugar de referência no debate internacional sobre envelhecimento criativo. Além das vozes internacionais, o programa valoriza também projetos e instituições locais, criando um diálogo único entre experiências do território e tendências globais.
Durante dois dias, especialistas nacionais e internacionais, artistas e profissionais de diferentes áreas vão partilhar projetos e reflexões sobre como as artes podem promover qualidade de vida, valorizar cidadanias maiores e reforçar a participação social em idade sénior.
O programa abre em Loulé com oficinas dirigidas pela Companhia Maior, companhia pioneira em Portugal composta por intérpretes com mais de 60 anos.
A conferência contará ainda com a presença de Farrell Renowden (Reino Unido), referência internacional no movimento Creative Ageing, que apresentará a keynote «The Convincing Case for Creative Ageing… and the Role of Ageism».
Quatro painéis temáticos vão dar palco a 15 oradores de norte a sul do país, trazendo experiências e investigações sobre saúde e bem-estar, cidadania, aprendizagem ao longo da vida e comunidades intergeracionais. O primeiro dia encerra com o espetáculo «Contos e Cantos – Património dos Lugares», dirigido pela artista Margarida Mestre, em colaboração com a comunidade de Quarteira.
O idadismo é o termo usado para descrever discriminação, preconceito ou estereótipos baseados na idade, sobretudo dirigidos a pessoas mais velhas.
Funciona como o equivalente ao racismo ou sexismo, mas aplicado à idade: desde atitudes paternalistas («já não consegue aprender»), até práticas de exclusão no trabalho, na cultura ou no acesso a serviços. O conceito está hoje muito discutido em políticas públicas e estudos sociais, porque influencia diretamente a qualidade de vida em sociedades que estão a envelhecer.
A conferência é organizada pela Companhia Maior, a Câmara Municipal de Loulé/ Cineteatro Louletano, o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (IHA – FCSH) e o Centro de Estudos em Artes e Comunicação (CEAD) da Universidade do Algarve (UAlg).
A entrada é livre, embora mediante inscrição prévia, pois está sujeita à lotação das salas. O programa completo pode ser consultado aqui.