O candidato a bastonário da Ordem dos Enfermeiros e presidente do Conselho Nacional desta organização, José Carlos Gomes, durante uma visita ao Centro Hospitalar do Algarve (CHA), afirmou que 10 por cento dos enfermeiros do serviço de urgência de Portimão contraíram tuberculose. Tanto a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, como o CHA, já emitiram comunicados desmentindo estas acusações e repudiando-as por serem «irresponsáveis e alarmistas». Ambas as entidades garantem que a situação é normal e está sob controlo, estando confirmado, à data, um caso. Há ainda outro enfermeiro com tuberculose, mas sem sintomatologia. Os dois profissionais estão em quarentena. Aliás, o CHA esclarece que sempre que existem casos confirmados ou suspeitos, as unidade de saúde rastreiam todos os profissionais que podem ter estado em contacto com o doente infetado.
Na sequência do último rastreio foram encontrados cerca de 10 por cento de casos latentes (sem sintomatologia, sem doença e sem potencial de contágio), valor que fica abaixo dos 12,5 pontos percentuais detetados em rastreios espontâneos realizados em populações saudáveis. Por esta razão, o CHA mostra-se preocupado por um candidato a bastonário da Ordem dos Enfermeiros não ter «capacidade técnica para distinguir casos de tuberculose ativos», de casos latentes, «lançando de forma irresponsável e desnecessária o alarme nos profissionais e na população». O CHA fez saber ainda que o Centro Hospitalar tem três salas de pressão negativa, as únicas que são aptas para um efetivo isolamento para doentes respiratórios, sendo «descabida a ideia» de ter outra sala na urgência.