A CDU aprovou uma proposta para um encontro entre os autarcas de Lagos e Portimão sobre a classificação da Ria de Alvor como reserva natural.
A proposta para a realização de um encontro de autarcas de Lagos e Portimão, com vista à classificação da Ria de Alvor como reserva natural, foi aprovada por maioria, com a abstenção da AD e do Chega, segundo uma nota enviada às redações pela CDU.
A iniciativa enquadra-se no Dia Mundial das Zonas Húmidas, que se assinala anualmente a 2 de fevereiro, data da assinatura da Convenção de Ramsar, em 1971. O objetivo é sensibilizar para a proteção das zonas húmidas e sublinhar a sua importância ambiental. No caso da Ria de Alvor, a CDU defende que a classificação como reserva natural é essencial para assegurar a salvaguarda do ecossistema.
Ao longo das últimas décadas, vários órgãos autárquicos dos dois concelhos aprovaram deliberações a favor da classificação da Ria de Alvor. Em 2022, a Câmara Municipal de Lagos aprovou por unanimidade a reativação da Associação de Municípios da Ria de Alvor e o início dos estudos para a criação de uma área protegida. No mesmo ano, a Assembleia de Freguesia de Odiáxere e a Assembleia Municipal de Portimão aprovaram deliberações no mesmo sentido.
Em novembro de 2024, a Câmara Municipal de Lagos voltou a aprovar por unanimidade a realização de um encontro de autarcas dos dois concelhos, no âmbito do Dia Mundial das Zonas Húmidas, com o objetivo de avançar com a classificação da Ria de Alvor como reserva natural. Segundo a CDU, essa deliberação não teve execução pelo presidente da câmara, apesar do enquadramento previsto na Lei n.º 75/2013.
Face a este enquadramento, o eleito da CDU Alexandre Nunes deu agora cumprimento à decisão tomada em novembro de 2024, convocando um encontro de autarcas de Lagos e Portimão para reativar a Associação de Municípios da Ria de Alvor e avançar com os estudos necessários à criação da Reserva Natural da Ria de Alvor.
Na nota agora divulgada, a CDU recorda que a Ria de Alvor tem reconhecimento internacional, integrando a lista de Sítios Ramsar e a Rede Natura 2000. Sublinha ainda que diversos instrumentos de ordenamento do território reconhecem o valor ambiental, ecológico e paisagístico da área.
A CDU considera que a classificação da Ria de Alvor poderá ter impactos positivos também do ponto de vista socioeconómico, nomeadamente na valorização do turismo de natureza, da observação de aves, da ecovia e dos produtos tradicionais associados à ria.