O novo edifício digital da Universidade do Algarve, investimento de 7,26 milhões de euros autorizado pelo governo na semana passada, é «estratégico» para diversificar os cursos superiores técnicos.
Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, a autorização para o investimento foi dada pelo governo, em Conselho de Ministros realizado na quinta-feira passada,
No âmbito da Educação, Ciência e Inovação, o Conselho de Ministros anunciou na quinta-feira a aprovação de um diploma que autoriza a realização de uma despesa de cerca de sete milhões de euros) para a construção do novo edifício, no campus de Gambelas, que vai ter, segundo a CCDR, «apoio de 60% de Fundos Europeus do Programa Algarve 2030».
A CCDR Algarve considera que o investimento em causa é financiado pelo Algarve 2030 no âmbito dos Fundos Europeus da Política de Coesão e vai «diversificar e reforçar a oferta formativa de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) nas áreas da Estratégia Regional de Especialização Inteligente (EREI) do Algarve, respondendo aos desafios da transição digital».
E esclarece que o novo edifício vai contar com «espaços para ensino híbrido, laboratório de informática avançado e equipamentos tecnológicos sustentáveis», melhorando a oferta dada aos estudantes dos cursos ligados às áreas digitais e tecnológicas.
As novas instalações vão servir sobretudo cursos como Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) ou Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), «e com forte componente prática nas áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática)», exemplificou.
«O investimento integra a estratégia de reforço da rede de infraestruturas do ensino superior no Algarve, que inclui também, na segunda fase, a construção de um novo edifício no futuro Campus de Portimão, igualmente apoiado pelo Algarve 2030, contribuindo para aumentar a atratividade da região, promover a coesão territorial e qualificar o capital humano», considerou também a CCDR.