Bubba Brothers, projeto algarvio liderado por Eliseu Correia vai tocar na capital mundial da música eletrónica. Ponto alto da tournée será a atuação ao vivo nos estúdios da Ibiza Sónica, rádio que soma 50 milhões de ouvintes mensais.
É em dose tripla que Eliseu Correia, mentor do duo de música eletrónica Bubba Brothers, vai invadir Ibiza no próximo fim de semana. A primeira paragem é no Es Paradis, uma das primeiras e mais famosas discotecas daquela estância balnear espanhola, no domingo, 18 de setembro.
No dia seguinte, «vou fazer um set ao vivo na rádio Ibiza Sónica», cuja audiência mensal ascende aos 50 milhões de ouvintes.
Por fim, o grande momento será na segunda-feira, no Tantra Ibiza, na Playa D’en Bossa, «onde todos os grandes Djs fazem as suas festas. É onde nomes como Black Coffee e Bob Sinclair fazem as suas festas ao início da noite».
O convite para atuar no Es Paradis surgiu «através de alguém muito próximo que colabora comigo e que neste momento é uma espécie de agente. Um dia será agente oficial, mas enquanto puder, vou evitar revelar quem é», diz. E isso irá acontecer? «É quase inevitável. Isto tem timings. A época de 2022 está a acabar e muito provavelmente haverá uma declaração oficial no início próximo ano».
Para 2023, «já tenho datas marcadas. Não queremos forçosamente tocar todos os dias no verão ou de dois em dois dias. Tocaremos nos sítios onde efetivamente sentimos que nos querem e que se coadunam connosco. Ou seja, tem que ser mútuo. Não queremos massificar e banalizar aquilo que é o espetáculo dos Bubba Brothers», sublinha.
«Há dois tipos de DJ, o indivíduo que mantém o som enquanto se está na praia, quase uma espécie de Spotify humano, que também é uma arte. E depois há o espetáculo de DJ, em que as pessoas saem de casa para ver. É isso que queremos ser».
«Quem vai a um espetáculo dos Bubba percebe porque não pode ser mais de duas horas, porque vai ver os Iron Maiden dos DJ. Não está ali uma pessoa morta a debitar músicas. Estão pessoas que sentem as emoções do público e que sentem música, e depois a tentarem conjugar isso», descreve.
Por outro lado, «a maior parte das músicas que passamos, as pessoas não conhecem. Reconhecerem 15 ou 20 por cento do reportório que tocamos e é muito. Não são músicas que passem na rádio. É preciso ser-se conhecedor. Aí é que está a adrenalina e o orgasmo da coisa. Pegarmos num set que fizemos em casa e está na cabeça. Mas olhas para o público e percebes que tens de ir por outro sentido» é o desafio.
Para Eliseu Correia ir a Ibiza, «que é a Meca da música eletrónica, e conseguir tocar em três sítios diferentes, em três dias consecutivos», é um feito. Resulta do «empenho que pomos nisto e também da palavra que passa. Há DJs que já passam as nossas músicas. Isso é uma coisa épica».
Desta vez, Justino Santos, por motivos profissionais, não vai poder acompanhar a tournée. Ainda assim, o líder do par não está nervoso.
«Tento trabalhar e treinar. Vou fazendo as duas coisas porque preciso de maximizar o meu tempo. As pessoas que não sabem que tenho esta paixão, entram aqui e acham que se enganaram porque isto não é um escritório de um agente de viagens. Tenho de aproveitar todo o tempo que tenho. Para escolher uma música para passar na atuação, ouço mil e não estou a exagerar. Das mil, faço uma triagem de três ou quatro e passo, se calhar, só uma vez. Se as músicas não tiverem impacto no público, tiro-as logo fora e fico só com aquelas que sinto que o outro lado também sentiu».
Outro desafio é que os sets «nunca são iguais. Não faço ideia do que vou tocar em nenhum dos sítios. Desta vez vou sozinho, a solo, porque o meu colega está a trabalhar. Apesar de ser o mais perigoso, o sítio onde vou estar mais relaxado é na rádio, porque uma coisa é estar numa estação numa mesa de mistura. É quase como estar em casa, com a diferença que 50 milhões de pessoas vão ouvir o que vou fazer. Aí acho que me consigo abster do que está do outro lado. Quando tens público, não te consegues abster das pessoas que tens à tua frente. Acho que estou muito expectante daquilo que vai acontecer».
No total, os Bubba Brothers têm cerca de 10 temas originais.
«Mas nem sempre as toco, porque não quero tornar aquilo num culto pessoal. Quero passar o que me apetece passar».
Depois de Ibiza, a próxima atuação será no dia 25 de setembro, no rooftop do Hotel Eva Senses, em Faro, que terá como convidado de honra o francês DJ Oxia.