O Sporting de Braga, finalista vencido em 2022/23, qualificou-se hoje para os oitavos de final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer por 4-1 no reduto do Portimonense.
O Sporting de Braga, finalista vencido em 2022/23, qualificou-se hoje para os oitavos de final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer por 4-1 no reduto do Portimonense.
Um golaço de Álvaro Djaló, aos 13 minutos, abriu o caminho do triunfo para os bracarenses, que há três semanas já tinham goleado (6-1) os algarvios em casa para a I Liga, o internacional português resolveu a eliminatória com dois golos de rajada, aos 47 e 50, e Rony Lopes assinou o 4-0, aos 76, com Filipe Relvas a reduzir a diferença, aos 83.
O Sporting de Braga, finalista vencido da última edição da Taça (derrotado pelo FC Porto), começou melhor, apesar da ausência de alguns habituais titulares, poupados por Artur Jorge, empurrando os algarvios para o seu terço defensivo.
Mais incisiva a meio-campo, a equipa minhota conseguiu estabelecer o domínio na fase inicial, perante um Portimonense amorfo, e Abel Ruiz, que já tinha ameaçado aos três minutos, tentou um ‘chapéu’ que ficou curto perante Vinicius Silvestre, aos 11.
O período de ascendente dos bracarenses teve expressão no marcador aos 13 minutos, num momento de magia de Álvaro Djaló, com um remate de fora da área em arco ao ângulo superior esquerdo da baliza algarvia, sem hipóteses para o guardião rival.
A equipa de Braga manteve a superioridade nos minutos seguintes, sem criar grandes ocasiões, e o Portimonense só começou a quebrar a sua passividade a partir da meia hora.
Nessa fase, foi o jovem guardião checo Lukas Hornicek, aproveitando a oportunidade concedida por Artur Jorge, a evidenciar-se com três defesas muito importantes, travando as intenções de Sylvester Jasper (32 e 45+1) e Ronie Carrillo (45).
O Portimonense foi para o intervalo a justificar a igualdade, mas entrou a ‘dormir’ na segunda parte e, à semelhança do que se tinha passado no jogo de Braga, sofreu dois golos num curto espaço de tempo.
Ricardo Horta beneficiou de um ressalto feliz em Alemão para alcançar o 2-0, aos 47 minutos, e, após passe de Pizzi, rematou sem marcação dentro da área para o 3-0, aos 50, deixando a eliminatória resolvida.
Paulo Sérgio esgotou as substituições e Midana Cassamá, avançado que tem dado boa resposta nos sub-23 algarvios, estreou-se bem na equipa principal, a criar vários momentos de perigo.
O Sporting de Braga aumentou a vantagem, aos 76 minutos, por Rony Lopes, saído do banco poucos minutos antes, enquanto Filipe Relvas, de cabeça após canto, assinou o ‘golo de honra’ dos algarvios, aos 83.
Para o treinador do Portimonense, Paulo Sérgio, «no primeiro tempo permitimos demasiado ao [Sporting de] Braga. A entrada em jogo foi muito frouxa, fomos muito permissivos. O Braga é muito feliz, porque faz um golo de bandeira a abrir o marcador. Podíamos ter feito melhor na redução do espaço ao Djaló no momento do remate, podíamos ter sido mais agressivos a pressionar. Fomos reagindo e acabámos o primeiro tempo muito bem. No primeiro tempo, temos quatro ou cinco ocasiões bastante boas para reanimar o jogo e a equipa. Tudo isso foi falado ao intervalo, relembrámos o jogo de lá. Mas o Braga volta a ser feliz, porque num remate há um ressalto que trai o guarda-redes. Assumo totalmente a responsabilidade pela derrota, porque provavelmente usei uma estratégia errada para ser mais competitivo contra este Braga, que é muito forte. Quiçá, fui demasiado audaz e tenho eu de aprender com esses erros também, não só os jogadores naquilo que não fizemos bem. Mas o Braga foi muito feliz nos momentos em que encontra a baliza e o golo, primeiro com um remate na gaveta e depois com aquele de ressalto. Para nós, que vínhamos animados com aqueles últimos 15 minutos do primeiro tempo, isso foi uma pancada demasiado forte. Durante o segundo tempo, continuámos a fazer coisas interessantes com bola, mas sempre muita dificuldade no momento da perda, o que me está a desagradar. Daí a minha conclusão de que, provavelmente, estou a usar a estratégia errada para competir com um adversário deste valor e assumo total responsabilidade por isso».
Já Artur Jorge, treinador do Sporting de Braga, considera que «Foi um jogo em que dominámos por completo, um jogo em que fomos muito competentes, tivemos uma atitude muito séria e muito competitiva na abordagem ao jogo e o resultado está aí à vista. O facto de termos feito quatro golos é sempre importante para a performance e desempenho ofensivo da equipa, mas mais [importante] que tudo é a vitória. Queríamos continuar a perseguir este objetivo que é a Taça de Portugal. Ganhámos de forma clara e creio que a justiça do resultado não se questiona. Na primeira parte, tivemos os últimos 10 minutos em que deixámos com que o jogo se partisse, em que houvesse uma menor organização. Tivemos alguma dificuldade, também por mérito do Portimonense. Tivemos oportunidade de corrigir ao intervalo aquilo que era necessário para voltarmos a ter o jogo que pretendíamos, de maior organização, tanto ofensiva como defensiva, para podermos controlar os momentos que queríamos e, dessa forma, podermos ter o jogo mais próximo daquilo que é a identidade que a equipa quer».
Ficha de Jogo
Jogo disputado no Estádio Municipal de Portimão.
Portimonense – Sporting de Braga, 1-4.
Ao intervalo: 0-1.
Marcadores
0-1, Álvaro Djaló, 13 minutos.
0-2, Ricardo Horta, 47.
0-3, Ricardo Horta, 50.
0-4, Rony Lopes, 76.
1-4, Filipe Relvas, 83.
Equipas
Portimonense: Vinicius Silvestre, Igor Formiga, Pedrão, Alemão, Filipe Relvas, Maurício (Paulo Estrela, 36), Dener, Sylvester Jasper (Rildo, 66), Gonçalo Costa (Zinho, 62), Carlinhos (Luan Campos, 66) e Ronie Carrillo (Midana Cassamá, 62). Suplentes: Gabriel, Seck, Paulo Estrela, Lucas Ventura, Guga, Luan Campos, Rildo, Midana Cassamá e Zinho. Treinador: Paulo Sérgio.
Sporting de Braga: Lukas Hornicek, Víctor Gómez, José Fonte, Niakaté, Adrián Marín, João Moutinho (Castro, 79), Zalazar (André Horta, 73), Álvaro Djaló (Rony Lopes, 73), Pizzi (Roger, 64), Ricardo Horta (Vítor Carvalho, 79) e Abel Ruiz. Suplentes: Matheus, André Horta, Roger, Paulo Oliveira, Joe Mendes, Vítor Carvalho, Rony Lopes, Borja e Castro. Treinador: Artur Jorge.
Árbitro: André Narciso (Setúbal).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Carlinhos (30), Adrián Marín (37) e Zinho (70).
Assistência: 1.654 espetadores.