Os Bombeiros Voluntários de Albufeira têm um número de multas de trânsito devido aos radares fixos à entrada de Faro e Portimão.
Os Bombeiros Voluntários de Albufeira denunciaram, através de uma carta dirigida ao ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, e à secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, além de outras entidades, o elevado número de multas que têm vindo a receber desde o início do ano devido aos radares fixos à entrada de Faro e Portimão.
Desde o início do ano, os bombeiros já receberam 349 multas, das quais 344 são referentes a ambulâncias ao serviço de urgência médica e hospitalar devidamente identificadas.
Segundo os soldados da paz, a resposta aos autos de contraordenação à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) «implicam custos superiores a 172 horas de trabalho direto, portes CTT no valor de 1029,55 euros, 344 envelopes, 800 impressões, 800 folhas de papel, 344 deslocações aos serviços dos CTT» para expedir a correspondência, «imputando tudo, além do custo financeiro e económico, uma pegada carbónica elevadíssima e sem qualquer proveito económico, financeiro ou outro de qualquer natureza que não conseguimos descortinar e perda de tempo, tempo esse, precioso para se prestar socorro».
Por isto, os bombeiros pedem que «sejam adotadas medidas de simplificação para este procedimento já que a par das forças de segurança facilmente poderá a ANSR identificar as matrículas das viaturas de emergência, e mais que não seja, num ato de boa-fé considerar que os Bombeiros e as suas ambulâncias de emergência e socorro quando estão em excesso de velocidade fazem-no com a marcha assinalada e efetivamente em socorro de alguém, como é sua função».
A carta termina com um lembrete à tutela, que «na emergência e no socorro todo o tempo conta» e também é preciso «eficiência com procedimentos que para aquilo que normalmente acontece que é o arquivo dos autos de contraordenação».