Gestão de biorresíduos junta municípios do Algarve em Lagoa para debater recolha seletiva, tratamento e metas ambientais para a região.
A ALGAR – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A. e a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve promovem uma reunião do grupo de trabalho que junta as duas entidades, dedicada ao tema «Biorresíduos – Desafios para a Região», no Auditório do Convento de São José, em Lagoa, na quarta-feira, dia 4 de fevereiro.
O encontro técnico pretende promover a partilha de conhecimento, a articulação institucional e a reflexão conjunta sobre os principais desafios associados à gestão de biorresíduos no Algarve, num contexto de crescente exigência ambiental, técnica, legal e financeira, alinhado com as metas nacionais e comunitárias definidas para 2030.
A região enfrenta desafios estruturais na gestão de resíduos, em particular a necessidade de aumentar a recolha seletiva de biorresíduos e de preparar alternativas à deposição em aterro, cuja capacidade poderá esgotar-se nos próximos anos.
A sessão contará com uma mesa de abertura composta pelo presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, pelo presidente da Comissão Executiva da ALGAR, Miguel A. Silva, e pelo coordenador do Grupo de Trabalho da AMAL, Sérgio Inácio.
Ao longo do dia serão abordados temas como o ponto de situação dos Planos de Ação dos Programas de Ação para a Gestão de Resíduos Urbanos (PAPERSU), o enquadramento técnico e legal dos biorresíduos e a partilha de experiências municipais.
Em destaque estará a apresentação da Câmara Municipal de Lagoa, que em 2024 alcançou uma taxa de captura de biorresíduos de 27%, superando em 11 pontos percentuais o objetivo definido no respetivo Plano de Ação do PAPERSU.
Serão igualmente analisadas a capacidade atual e futura de recepção e tratamento de biorresíduos na ALGAR, o impacto financeiro associado à recolha e ao tratamento, incluindo a Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) e os efeitos tarifários, bem como os financiamentos disponíveis para apoiar a implementação de soluções e a necessidade de modelos economicamente sustentáveis.
O programa inclui ainda uma visita técnica ao Centro de Deposição de Resíduos de Lagoa, permitindo observar no terreno as operações de valorização de biorresíduos e de outras frações.
Segundo as entidades promotoras, a iniciativa reforça o compromisso conjunto da ALGAR e da AMAL com a sustentabilidade, a economia circular e a preparação da região para os desafios da transição ambiental, promovendo soluções concretas e a partilha de boas práticas entre municípios e operadores.
Sobre este assunto, a associação ambientalista Almargem, também já se manifestou com criticas ao alargamento de aterros na região, exigindo mudanças estruturais urgentes, tal como o barlavento noticiou.