A abertura, no primeiro dia, está marcada para as 11 horas, na Alameda da República, estando prevista a atuação simultânea de 50 percussionistas e 50 baixistas ao vivo. O Festival de Percussão vai na quinta edição e, segundo Vasco Ramalho, diretor artístico organizador do evento, traz uma novidade logo no primeiro concerto. Kabeção Rodrigues vai apresentar um instrumento recente, o «handpan», cuja aparência faz lembrar uma cataplana, mas que traz à memória os sons exóticos das Caraíbas. Será acompanhado pelo violoncelo elétrico de Ricardo Januário, no grande auditório do TEMPO, dia 18, às 21h30.
Bruno Vitor, responsável pelo II Encontróbaixo, revela que também este evento cresce, passando de um contrabaixista convidado no ano para passado, para oito músicos. «Para chamar a atenção, a minha ideia foi trazer um quarteto de contrabaixo que toca rock, os Bassmonsters da Alemanha. Também vem o Gabor Bolba da Hungria. Mas, como a disponibilidade financeira é pouca, convidei alguns músicos que trabalham no Algarve e que, a começar pelos meus alunos, não são ainda muito conhecidos. Estou a falar, por exemplo, do guitarrista Toniko Goulart, que vive em Portimão, do Zé Eduardo, contrabaixista de renome na área do jazz, que nos últimos tempos tem andado em tournée pela China e por Macau, e ainda o contrabaixista canadiano Jean-Christian Houde, que faz parte da Orquestra Clássica do Sul. À imagem do que o Vasco Ramalho faz com a percussão, vamos ter um convidado diferente em cada concerto», explicou ao «barlavento».
O programa de formação divide-se em masterclasses e workshops, destinados aos alunos internos das quatro escolas da AML e do ensino oficial de música, filarmónicas com acordo de parceria, professores, alunos e sócios da organização. Para o público em geral, há um programa paralelo. Na tarde de dia 20, a antiga lota acolhe um workshop de dança afro-tribal com Arantxa Joseph, e um sobre percussão afro-tribal com Sérgio Almeida. No mesmo local, na terça-feira, Zé Quezada ensina bombos tradicionais portugueses. Vincent Houdijk, em vibrafone, Sisco Aparici, em marimba e multipercussão, e Vicky Marques, em bateria, também darão aulas privadas durante o evento a todos os interessados. Pela primeira vez haverá um workshop de «beatbox», percussão feita por voz, a cargo do portimonense Keni B, na tarde de dia 22, no TEMPO.
Estes eventos funcionam em separado, mas as figuras da percussão e do baixo juntar-se-ão nos cinco concertos, com música para todos os gostos, do rock à música contemporânea. O concerto de encerramento, está marcado para as 21h30 de 22 de março, no Grande Auditório do TEMPO, prometendo um espetáculo inédito de fusão de todos os músicos e estilos.