Avaliação bancária da habitação atinge 2.105 euros por metro quadrado em janeiro, mais 18,7% do que em 2025.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu 2.105 euros por metro quadrado em janeiro, um novo máximo histórico, mais 18,7% face ao mesmo mês de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O aumento homólogo foi inferior aos 19,1% registados em dezembro. Em termos mensais, o valor mediano subiu 24 euros.
Em janeiro registaram-se subidas homólogas em todas as regiões do país, com destaque para a Península de Setúbal, que aumentou 27,1%. Em cadeia, a maior subida ocorreu na região do Oeste e Vale do Tejo, com um crescimento de 2,1%.
No primeiro mês do ano foram realizadas 31.316 avaliações bancárias, das quais 19.429 (62%) relativas a apartamentos e as restantes a moradias. Em termos homólogos, o número de avaliações caiu 11,2%, enquanto face a dezembro o decréscimo foi de 9,2%.
Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária fixou-se em 2.447 euros por metro quadrado, mais 22,8% do que em janeiro de 2025. Os valores mais elevados foram registados na Grande Lisboa (3.269 euros por metro quadrado) e no Algarve (2.796 euros), enquanto Alentejo (1.506 euros) e Centro (1.560 euros) apresentaram os valores mais baixos.
A Região Autónoma dos Açores registou a subida homóloga mais expressiva nos apartamentos, com um aumento de 29,0%, num mês em que não houve descidas em nenhuma região.
Nas moradias, a avaliação mediana atingiu 1.527 euros por metro quadrado, o que representa uma subida de 15,2%. Lisboa (2.788 euros) e Algarve (2.703 euros) apresentaram os valores mais elevados, face aos mais baixos registados no Centro (1.135 euros) e Alentejo (1.223 euros).
Também nas moradias não se verificaram descidas regionais em janeiro, tendo o Oeste e Vale do Tejo apresentado o crescimento homólogo mais elevado, de 20,2%.
Segundo o INE, o valor mediano de avaliação bancária considera habitações com área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados e alojamentos avaliados no âmbito de pedidos de crédito.
Foto: Visit Albufeira.