O valor mediano de avaliação bancária na habitação subiu oito euros (0,5 por cento) em junho face a maio e 100 euros (6,6 por cento) em termos homólogos, para 1.618 euros por metro quadrado (m2), anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em junho, foram realizadas 31.720 avaliações, mais 37,8 por cento que um ano antes, mas menos 1.061 (3,2 por cento) que em maio, segundo os últimos dados do INE.
Desde dezembro de 2023 que este indicador, realizado no âmbito de pedidos de créditos para a aquisição de habitação, tem registado subidas mensais consecutivas.
Em termos homólogos, todas as regiões registaram subidas do valor mediano da avaliação bancária destacando-se o crescimento na Região Autónoma da Madeira, de 17,9 por cento.
A região da Grande Lisboa manteve-se como aquela com o valor mais alto da avaliação bancária (2.387 euros/m2), subindo 5,1 por cento face ao mesmo mês do ano passado e 40 euros em relação a maio.
Em sentido inverso, o Alentejo registou a avaliação mediana mais baixa por metro quadrado, de 1.095 euros (menos dois euros em relação a maio, mas mais 8,9 por cento em termos homólogos).
As 20.078 avaliações bancárias feitas a apartamentos em junho resultaram num valor mediano de avaliação bancária de 1.796 euros/m2, num aumento de 6,1 por cento em termos homólogos.
Neste tipo de habitação, os valores mais elevados foram registados na Grande Lisboa (2.387 euros/m2) e no Algarve (2.186 euros/m2), contra o valor mais baixo de 1.216 euros/m2 do Alentejo.
Já as 11.642 avaliações a moradias traduziram-se num valor mediano de 1.796 euros/m2, num aumento 6,1 por cento face a um ano antes e de 16 euros em relação a maio.
Numa análise por regiões NUTS III, em junho de 2024 a Grande Lisboa, o Algarve, a Região Autónoma da Madeira, a Península de Setúbal e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação superiores à mediana do país em 47,7 por cento, 35,7 por cento, 16,6 por cento, 14,3 por cento e 10,8 por cento, respetivamente.
Pelo contrário, Alto Alentejo, Beiras e Serra da Estrela e Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-49,8 por cento, -47,7 por cento e -45,5 por cento respetivamente).
Foto: Bruno Filipe Pires